Israel Historico-politico.
A criação do Estado de Israel ocorre em 1948, na Palestina, com o retorno dos judeus ao território de onde tinham sido expulsos 2 mil anos antes. Como idioma, retoma-se o hebraico, até então apenas utilizado em cerimônias religiosas.
A sua fundação gera uma das mais importantes disputas territoriais do mundo, que hoje é motivo de complexas negociações de paz, com os palestinos, habitantes da região, e com os Estados árabes vizinhos. Apesar do território em grande parte árido, Israel desenvolve uma agricultura moderna, com o apoio de avançada tecnologia, capaz de exportar frutas e verduras. Conta também com uma indústria de ponta. Mas, mesmo dispondo da economia mais desenvolvida do Oriente Médio, Israel depende muito da ajuda financeira e bélica do seu principal aliado, os Estados Unidos.
Fatos Históricos – O primeiro Estado judeu surge na Palestina com o reinado de Davi, por volta de 1.000 a.C. Alcança o seu apogeu sob as ordens de Salomão, o Justo, que governa de 966 a.C. a 926 a.C. Com a morte deste soberano, um período de crise coloca em cheque a sobrevivência da própria nação judáica, possibilitando a sua conquista por vários povos (babilônios, assírios, persas, gregos e romanos). A última revolta judia contra o domínio de Roma dá-se em 135 da era cristã. Jerusalém é destruída pelo general romano Tito, em 70 d.C. Expulsos do seu território, os judeus dispersam-se pelo mundo (a Diáspora).
Em 636, os árabes ocupam a Palestina e convertem a maioria dos seus habitantes ao Islã . Após sucessivas invasões, que incluem as dos cruzados, a Palestina é dominada pelos turcos e incorporada ao Império Turco-Otomano por um longo período, de 1517 a 1917.
Sionismo – O atual Estado de Israel tem sua origem no sionismo (de Sion, colina da antiga Jerusalém), movimento surgido na Europa, no século XIX, que prega a criação de um país livre e sem perseguições aos judeus. Seu ideólogo, Theodor Herzl, organiza o primeiro congresso sionista na Basiléia, Suíça , que aprova a formação de um Estado judeu na Palestina, berço do judaísmo. Colonos judeus da Europa Oriental, onde o anti-semitismo é mais intenso, começam a se instalar na região, de população árabe majoritária. E, em 1909, criam o primeiro kibutz (exploração agrícola, de caráter comunitário).
A Palestina é ocupada pelo Reino Unido durante a 1ª Guerra Mundial (1914-1918), com a retirada dos turcos. Em 1917, o chanceler britânico, Arthur Balfour, declara o apoio do seu país ao estabelecimento de um lar nacional dos judeus na Palestina, sob a condição de serem respeitados os direitos das comunidades não-judias ali existentes. Três anos mais tarde, o Reino Unido recebe um mandato da Liga das Nações para administrar a Palestina. Mas, sob a égide britânica, agravam-se os conflitos entre as comunidades árabes e as colônias judias. A razão é simples: boa parte das terras férteis da região encontra-se controlada pelos judeus, à custa de fundos internacionais.
A perseguição aos judeus pelo regime nazista de Adolf Hitler a crise do Canal de Suez na Alemanha, a partir de 1933, intensifica a imigração para a Palestina. A administração britânica tenta conciliar os oponentes, limitando a entrada de judeus. Mas a leva de imigrantes continua, clandestina. No período de 1936 a 1939, uma guerra civil explode entre árabes e judeus, e coloca sob ameaça os interessse britânicos na região.
Durante a 2ª Guerra Mundial (1939-1945), prosseguem as hostilidades na Palestina. Grupos armados sionistas transformam ingleses em alvos de ataques terroristas, uma vingança contra a política do Reino Unido, contrária à imigração dos judeus que tentam escapar ao genocídio nazista. Com o final da guerra, a notícia do extermínio de cerca de 6 milhões de judeus nos campos de concentração nazistas, o Holocausto, aumenta o apoio internacional à criação de um Estado judaico.
Partilha da Palestina – Encerrado o conflito mundial, os ingleses retiram-se e delegam à Organização das Nações Unidas (ONU ) a tarefa de solucionar os problemas da região. Sem uma consulta prévia dos árabes palestinos, em 1947 a ONU vota a favor da divisão da Palestina em dois Estados: um para os judeus e outro para os árabes palestinos. Estes rejeitam o plano de partilha, que favorece territorialmente os judeus.
Em 14 de maio de 1948, é proclamado o Estado de Israel, que conta com David Ben-Gurion como primeiro-ministro. Países árabes (Egito , Iraque , Síria e Jordânia ) enviam tropas para impedir a sua criação. A guerra termina em janeiro de 1949, com a vitória de Israel, que passa a controlar 75% do território da Palestina, um terço a mais do que a área destinada ao Estado judaico no plano da ONU. O restante da área palestina, denominado Cisjordânia, é incorporado à Jordânia. Intimidados, cerca de 800 mil árabes fogem de Israel.
Em janeiro de 1949, eleições parlamentares em Israel conduzem a um governo de coalizão. Chaim Weizmann é eleito presidente e David Ben-Gurion, do Partido Trabalhista, permanece como primeiro-ministro. São aprovadas leis para assegurar o controle religioso e educacional, além do Direito de Retorno a Israel para todos os judeus. Com a chegada maciça de judeus do Leste Europeu, do Oriente Médio e do norte da África, cresce a população do país. A economia floresce com o apoio estrangeiro e remessas particulares de dinheiro.
Em 1956, Israel aproveita a crise do Canal de Suez e alia-se à França e ao Reino Unido para atacar o Egito na Península do Sinai e na Faixa de Gaza. Por intervenção da ONU, e sob pressão dos EUA e da URSS, Israel retira-se da região. Ben-Gurion deixa o governo em 1963; é sucedido por Levi Eshkol, também do Partido Trabalhista. Em 1964, uma reunião de chefes de Estado árabes, no Cairo, cria a Organização para a Libertação da Palestina (OLP).
Guerras – Tendo como pretexto a atividade guerrilheira da OLP, Israel lança um ataque preventivo contra o Egito, a Síria e a Jordânia, em 5 de junho de 1967. O episódio, conhecido como a Guerra dos Seis Dias, termina em 10 de junho, com a vitória de Israel e a sua conquista do Sinai, da Faixa de Gaza, da Cisjordânia, das Colinas de Golã , na Síria, e da zona oriental de Jerusalém, que é imediatamente anexada ao Estado israelense. O primeiro-ministro Eshkol morre em 1969 e é substituído por Golda Meir, do Partido Trabalhista.
O terrorismo palestino contra Israel intensifica-se a partir da eleição para a presidência da OLP, em 1969, de Yasser Arafat , chefe da organização guerrilheira Al Fatah. Em represália, a aviação israelense faz constantes bombardeios na Síria e no Líbano , onde a OLP mantém bases militares.
Uma nova guerra eclode em 6 de outubro de 1973, exatamente o feriado judaico do Yom Kipur (Dia do Perdão, festa móvel). Num ataque-surpresa, o Egito e a Síria avançam no Sinai e em Golã, mas são repelidos dias depois. Os EUA e a URSS obrigam Israel a interromper a contra-ofensiva e a assinar um cessar-fogo. Árabes descobrem no petróleo uma arma de guerra: através da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), boicotam o fornecimento aos países que apóiam Israel e provocam pânico mundial com o aumento de preços dos seus derivados.
Golda Meir deixa o governo em 1974 e é substituída pelo trabalhista Yitzhak Rabin. Em outubro, países árabes, reunidos em Rabat, no Marrocos, reconhecem a OLP como único representante do povo palestino.
Em maio de 1977, a coligação conservadora Likud ganha as eleições, depois de três décadas de hegemonia trabalhista. O novo primeiro-ministro, Menachem Begin, estimula a instalação de colonos israelenses nos territórios árabes ocupados durante a Guerra dos Seis Dias. Em novembro, o presidente egípcio Anuar Sadat faz uma visita a Jerusalém, o que é compreendido como um tácito reconhecimento do Estado de Israel. A iniciativa abre caminho para os acordos de Camp David, nos EUA (1978), assinados por Begin e Sadat , com a mediação do presidente americano Jimmy Carter. Além de estabelecer a paz entre Israel e Egito, firma o compromisso israelense de negociar a autonomia dos territórios palestinos. Israel inicia a retirada do Sinai, que é devolvido ao Egito em 1982. A retaliação do mundo árabe faz-se sentir, com o repúdio dos acordos de Camp David e a expulsão do Egito da Liga Árabe.
Invasão ao Líbano – Os sucessivos ataques de guerrilheiros palestinos a partir da fronteira norte induzem o Exército israelense a invadir o Líbano , em junho de 1982. Os israelenses cercam Beirute, onde acusam estar instalado o quartel-general da OLP. Cortam água e eletricidade, uma ação destrutiva que atinge especialmente os civis. Um acordo obtido por americanos, europeus e árabes sauditas permite, porém, que a OLP deixe Beirute.
Em 16 de setembro de 1982, milicianos cristãos libaneses, aliados de Israel, massacram milhares de palestinos nos campos de refugiados de Sabra e Chatila, em Beirute, operação vingativa dos cristãos contra o atentado que matara, dois dias antes, Bechir Gemayel, o recém-eleito presidente libanês. Uma investigação oficial do governo de Israel aponta os seus chefes militares no Líbano como culpados por negligência. Em 1983, tropas israelenses retiram-se do sul do Líbano, palco de ataques freqüentes dos xiitas libaneses. Mas a retirada israelense só se completa em 1985, mantendo ainda controle de uma estreita faixa de território próxima à fronteira.
Begin, que renuncia em 1983, é substituído por Yitzhak Shamir, do Likud. Novas eleições, em 1984, terminam empatadas entre o Likud e os trabalhistas; o impasse é resolvido por um acordo que estabelece o revezamento no cargo de primeiro-ministro entre os líderes dos dois partidos. O trabalhista Shimon Peres governa até 1986, e o conservador Shamir, nos dois anos seguintes. Arafat, em aliança com o rei da Jordânia, Hussein, propõe a paz a Israel, em 1985, em troca da retirada israelense das regiões ocupadas. Os judeus recusam a oferta, prosseguindo com a política de colonização e ocupação militar.
Intifada – Em 9 de dezembro de 1987, eclode a rebelião palestina nos territórios ocupados, conhecida como Intifada. A revolta popular alastra-se até o setor árabe de Jerusalém. Israel reprime com brutalidade, sofrendo severa condenação do Conselho de Segurança da ONU. A opinão pública começa a se tornar favorável à OLP. Entretanto, as eleições israelenses de 1988 resultam num novo governo de coalizão, em que Shamir é o primeiro-ministro.
Na falta de negociações sobre o futuro dos territórios palestinos ocupados, a Jordânia renuncia à reivindicação de soberania sobre a Cisjordânia, reforçando a posição palestina. Israel começa a receber a imigração maciça de judeus da União Soviética em desagregação.
Divergências quanto à colonização dos territórios ocupados provocam o rompimento da coligação Likud-trabalhistas em Israel. Shamir forma um novo governo conservador, em aliança com pequenos partidos religiosos, no início de 1990. Os EUA pressionam Israel para suspender a instalação de colônias judaicas na Cisjordânia e negociar com os palestinos. Shamir rejeita o arranjo americano. Em outubro, a polícia israelense massacra 17 manifestantes palestinos na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém.
Em janeiro de 1991, durante a Guerra do Golfo (1990/91), Israel é bombardeado com mísseis Scud, lançados pelo Iraque. O objetivo do dirigente iraquiano Saddam Hussein era o de forçar a entrada de Israel no conflito, o que colocaria em risco a aliança entre os EUA e os regimes árabes conservadores, hostis a Israel. O governo norte-americano pede ao governo israelense para não revidar o ataque iraquiano. Israel consente e recebe dos EUA modernos foguetes antimísseis Patriot, usados com êxito parcial na destruição dos Scuds iraquianos.
Acordo de paz – As pressões dos EUA por um acordo de paz entre Israel e seus vizinhos árabes intensificam-se após a Guerra do Golfo. Em outubro de 1991, realiza-se uma conferência "simbólica" árabe-israelense em Madri, na Espanha. Representantes palestinos participam como membros da delegação jordaniana, diante da recusa israelense em negociar com a OLP. Divergências sobre a autonomia palestina nos territórios ocupados provocam, contudo, o fracasso da reunião. Shamir rejeita o pedido americano de congelar a instalação de colônias na Cisjordânia e em Gaza. Os EUA retaliam, bloqueando um empréstimo de US$ 10 bilhões, destinado à construção de moradias para os imigrantes da antiga URSS em Israel.
O impasse começa a ser rompido com a vitória, nas eleições de junho de 1992, dos trabalhistas liderados por Rabin, que defende negociações com os palestinos com base no princípio de "terra em troca de paz". O novo primeiro-ministro anuncia o congelamento parcial da construção de casas judias nos territórios ocupados. Os EUA desbloqueiam o empréstimo.
Em setembro de 1993, após meses de negociações secretas na Noruega, o governo israelense e a OLP assinam um acordo de paz, em Washington. O acordo prevê a instalação, por cinco anos, de um regime de autonomia limitada para os palestinos, inicialmente na Faixa de Gaza e na cidade de Jericó e, mais tarde, em toda a Cisjordânia. Determina ainda a retirada das tropas israelenses dos territórios, em que o policiamento passa a ser feito por uma força palestina.
Em 1994, Israel e OLP levam adiante as negociações sobre a autonomia palestina na Cisjordânia. Entretanto, em fevereiro, um colono judeu extremista, Baruch Goldstein, mata a tiros 30 palestinos no Túmulo dos Patriarcas, em Hebron. Em protesto, a OLP retira-se das negociações. Em outubro, um militante-suicida do grupo extremista islâmico Hamas, que se opõe à paz com Israel, detona uma bomba num ônibus em Telavive, matando 22 pessoas. Porém, a assinatura de um acordo de paz entre Israel e Jordânia, em 26 de outubro de 1994, reforça o cenário de distensão no Oriente Médio , após décadas de conflito árabe-israelense.
No início de 1995, dois suicidas do Hamas explodem bombas num ponto de ônibus em Netanya. Morrem 21 judeus. É o mais sério contratempo às negociações de paz na região. Em resposta, o governo israelense fecha a fronteira, impedindo milhares de palestinos de ir trabalhar no país. Em março, Israel e a OLP retomam as negociações.
Em abril, o tribunal militar da Autonomia Palestina condena, pela primeira vez, integrantes do Hamas por "treinamento militar ilegal". Em 21 de agosto de 1995, realiza um novo ataque suicida contra um ônibus em Jerusalém. Cinco pessoas morrem e o governo israelense fecha novamente as fronteiras. As negociações sobre a Cisjordânia avançam, apesar da questão das colônias judias em Hebron, ponto de honra para Israel, e da libertação de 6 mil prisioneiros palestinos, exigida pela OLP. Finalmente, em 24 de setembro, Israel e OLP firmam o acordo de autonomia à Palestina inteira, após Israel ter assegurado a sua presença militar, em caráter provisório, em Hebron, para proteger os colonos judeus. Rabin afirma que o seu objetivo é "promover uma separação definitiva dos dois povos".
Entretanto, em 4 de novembro de 1995, logo após o encerramento de uma grande manifestação em favor da paz, em Telavive, o primeiro-ministro Yitzhak Rabin é assassinado por um extremista da direita israelense, Yigal Amir, de 25 anos. Ao ser preso, Amir, que pertence ao Eyal (Força Judaica Combatente), diz que Rabin era um "traidor do ideal judaico" por devolver terras ocupadas aos palestinos. O governo de Shimon Peres ordena a prisão de radicais religiosos no país.
Dados gerais
Nome oficial: Estado de Israel (Medinat Yisrael)
Nacionalidade: israelense
Capital: Telaviv (sede da maioria das embaixadas estrangeiras), Jerusalém (não reconhecida pela ONU)
Idioma: hebreu (oficial), árabe, línguas européias
Religião: judaísmo, islamismo, cristianismo
Área: 21.946 km²
Localização: oeste da Ásia
Limites: Líbano (N), Síria (NE), Golfo de Ácaba (S), Mar Morto e Jordânia (L), Egito e Mar Mediterrâneo (O)
Características: Deserto do Negev (50% do território), região montanhosa (N), planície costeira (centro)
Clima: mediterrâneo
Hora local (em relação a Brasília): +5h
População (1995): 5,6 milhões hab.
Densidade demográfica (hab./km²): 255,17 hab.
Crescimento demográfico: 1,5%
População no ano de 2025: 7,8 milhões hab.
Natalidade (por 1.000 hab.): 21
Mortalidade infantil (por 1.000 hab.): 8
Fertilidade (nº de filhos por mulher): 2,77
Expectativa de vida (H/M): 75,4/79,2
Regime de governo: república parlamentarista
Divisão administrativa: 6 distritos, 31 municipalidades, 115 conselhos locais e 49 regionais
Chefe de Estado: presidente Ezer Weizmann (desde 1993)
Chefe de governo: primeiro-ministro Yitzhak Rabin (de fevereiro de 1992 a novembro de 1995), Shimon Peres (desde novembro de 1995)
Principais partidos: Trabalhista, Likud, Meretz (coalizão), Shas (religioso)
Organização do Legislativo: unicameral – Assembléia, com 120 membros eleitos por voto direto para mandatos de 4 anos
Constituição em vigor: não há Constituição escrita
Moeda: shekel novo
Cotação (para 1 US$): 2,99 (1995)
PIB: US$ 69.739 milhões
PNB per capita: US$ 13.920
Agricultura: 9% do PIB
Indústria: 41% do PIB
Serviços: 50% do PIB
Inflação anual: 70,4%
Circulação de jornais (por 1.000 hab.): 247
Hino de Israel
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Testimunho por: Haddon W. Robinson
Um caso de estudo sobre a tentação
Gênesis 3.1-6
Haddon W. Robinson
Há alguns meses recebi uma carta enviada por um detento numa penitenciária do Texas, cumprindo pena de dez a vinte anos por tentativa de estupro. O autor, um homem crente, solicitava que eu lhe enviasse um livro não disponível na biblioteca da prisão. Atendi com alegria o pedido, mas fiquei profundamente perturbado, pois, afinal de contas, aquele jovem havia sido meu aluno no seminário.
Após concluir os estudos e ter-se destacado por seus notáveis dons e grande visão da obra, pastoreou duas igrejas, às quais, sob a ótica humana, foram transformadas em congregações bem-sucedidas. Na segunda, que eu conhecia muito bem, o jovem ministro demonstrou ser muito eficiente no uso do dom de evangelista. Muitas pessoas foram salvas e tornaram-se membros da igreja como fruto do seu trabalho. Ele estudava as Escrituras com muita dedicação. Aqueles irmãos atestavam o seu bom testemunho como pastor. Quando se levantava para pregar, todos sentiam a presença viva de Deus em suas palavras. Como excelente discipulador, deixou sua marca nos homens da congregação. Era tão respeitado, que, quando o crime veio à tona e admitiu a culpa, a igreja levantou mais de 20 mil dólares para as despesas advocatícias. Agora é um presidiário numa penitenciária do Texas. A tentação veio sobre ele como densas trevas, lançando-o no fundo do abismo. Acabou com sua reputação, destruiu o seu ministério e, pior, maculou o testemunho de Cristo em sua cidade.
Ao ler a carta e ficar sabendo do que acontecera àquele seminarista, comecei a lutar contra todo tipo de questionamentos e chorei sob forte emoção. O que acontece na vida de uma pessoa para cometer um pecado assim? O que passou pela mente daquele homem? O que o levou a abandonar tantas coisas boas que a vida lhe oferecera?
Percebi, ao fazer essas perguntas, que eu não estava apenas indagando sobre as razões daquele rapaz, mas sobre a minha própria vida. Eu questionava a vida de homens e mulheres que se formaram num seminário teológico e que, por algum ato de desobediência, arruinaram o ministério ao qual se entregaram de corpo e alma. O que leva uma pessoa a hipotecar o seu ministério para pagar o alto preço do pecado? O que nos seduz à perdição?
É a questão que todos enfrentamos. Você é um crente e a tentação acompanha-o de perto, espreitando os seus movimentos em busca da circunstância ideal para lhe dar uma rasteira. Pelo menos alguma vez na vida você deve ter-se perguntado: Como age o tentador? Como se aproxima de nós? Que artimanha usa para nos destruir? Aqui, no princípio de todas as coisas, encontramos um tema que surge e ressurge em toda a Bíblia: o pecado e o seu poder destruidor.
Gênesis 3 registra o episódio da tentação, um caso de estudo, já que este é um tema sempre atual. Quando você estuda um caso, não se preocupa com as variantes independentes e se apega apenas ao episódio. Eva, ao ser abordada pelo tentador, vivia num ambiente totalmente distinto deste em que vivemos; algumas coisas verdadeiras para com ela não o são para nós. Por exemplo, o sangue que corria em suas veias não estava contaminado. Não possuía, também, um passado sobre o qual pudesse jogar a culpa pelo pecado. Ela e Adão foram criados diretamente por Deus, que declarou a criação do gênero humano como algo muito bom. Diferentemente de certas pessoas hoje, Adão e Eva não foram amaldiçoados quando nasceram. E mais: nossos primeiros pais viviam num ambiente de plena perfeição. Nada os afastaria de Deus, pois a atmosfera que os cercava era pura. Eva foi criada no amanhecer da criação. Uma obra perfeita do Criador. Não herdara um passado pecaminoso, nem habitava num ambiente selvagem. Temos, portanto, um caso de estudo sobre a tentação.
Analisando a maneira como o tentador se aproxima de Eva, percebemos que a velha história registrada na Bíblia repete-se nas tentações que você enfrentou ontem à noite, que o assediam hoje de manhã, que o perseguem em seu escritório, em sua casa, no ministério, em sua vida. O cenário é outro, mas a metodologia não mudou. É a mesma.
Ao ler o relato bíblico uma coisa fica evidente: quando o tentador chega, vem sempre disfarçado. O escritor de Gênesis deixa claro que "a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito". É óbvio que, ao se aproximar, a serpente não aparece com cara de monstro. Esse fato ocorreu antes de ser amaldiçoada. Só depois de sofrer o juízo divino começou a rastejar sobre a terra. Satanás não se apresenta na forma de uma serpente "moderna", sacudindo o guizo para avisar do perigo iminente. Nada indica no texto que Eva tenha ficado alarmada.
Quando Satanás se aproxima de você, não vem na forma de uma serpente preparada para dar o bote ou rugindo como leão. Não vem alardeando com o barulho de uma sirene, nem tampouco acenando uma bandeira vermelha, sinal indicativo de perigo. Satanás simplesmente desliza-se sobre você. Aparece como se fosse uma companhia agradável, um grande amigo. Nada há em sua aparência que deixe você morrendo de medo. O Novo Testamento adverte que ele se apresenta como anjo de luz, servo de Deus e ministro da justiça. Uma coisa é certa: quando o inimigo ataca, aparece sempre com disfarces. É o que afirma Mefistófeles em Fausto: "As pessoas não sabem que o diabo está ali, mesmo que as esteja aprisionando pela garganta".
Não apenas se apresenta sob disfarce; Satanás disfarça, também, suas intenções. Ele não sussurra para Eva: "Vim aqui lhe tentar". Tudo o que deseja é conversar sobre religião. Quer bater um papo sobre teologia, e não pretende falar sobre pecado. Ele inicia o diálogo perguntando: "É verdade que Deus disse a você que não coma de todas as árvores do jardim?" Não há como contra-argumentar; o inimigo quer apenas um esclarecimento. "Veja, quero ter certeza de que a exegese que você faz dessa proibição é correta. Quero apenas entender o que Deus tem em mente. É verdade que Ele falou para não comer de nenhuma árvore do jardim?" Dá para você perceber que o diabo é religioso. Ele não aparece batendo na porta de sua alma, dizendo: "Perdoe-me amigo, poderíamos conversar um pouquinho? Quero amaldiçoá-lo e dar um fim em você. Vim aqui arrasar-lhe, detonar a sua vida". Não, tudo o que quer é conversar sobre um ponto teológico. Ele demonstra grande interesse em interpretar a Palavra de Deus. Lembre-se, porém, que é possível entrar numa discussão teológica e se dar mal. Não é isso o que às vezes acontece? Podemos falar sobre Deus de forma abstrata, como se fosse uma fórmula matemática. Você pode inventar uma teologia que o leve a desobedecê-lo.
Você está convencido da graça de Deus e tem opiniões fortes e definidas sobre a liberdade cristã. Pode, com a maior desenvoltura, debater acerca do tema com qualquer pessoa. Sob a sua ótica teológica, você acha possível fazer tudo o que quiser, na hora que lhe convir, com quem escolher. Sem impedimentos, sem sentir-se envergonhado; você é livre e conhece a graça de Deus! As pessoas que transformam a liberdade em libertinagem o fazem com base teológica. "Mesmo que eu peque, a graça de Deus abunda. Vivo constantemente sob a graça de Deus. Assim, sempre que eu peco tenho a oportunidade de demonstrar o perdão divino. Não maravilhoso?"
Você tem completo domínio quando fala da soberania divina e ninguém consegue contraditá-lo, pois seus argumentos são muito fortes. Deus é soberano sobre o destino dos homens e nações. Seu domínio é visível sobre a história, mas não apenas isso; suas mãos traçam a história e controlam cada segundo da existência de cada ser humano. A soberania de Deus vem de tempos remotos quando você nem existia, por isso não lhe pesa qualquer responsabilidade. Em certo sentido, o mundo é um grande palco e todos os homens simples figurantes. Deus planeja tudo com detalhes requintados; planeja até as conversas pessoais. A jornada que seguimos não é nossa, são passos estabelecidos por Deus. Até mesmo os nossos pecados. Ele já sabe que você vai pecar. Como resultado dessa discussão, você encontra boas razões - ou razões que parecem boas - para desobedecê-lo. Tudo porque você discute teologia com a motivação errada. Uma das vantagens de se formar num seminário é que se pode arrumar uma série de motivos piedosos para continuar errando e, ainda assim, ser teológico na desobediência.
Outra coisa que Satanás faz, ao conversar sobre Deus no Éden, é prender a atenção de Eva àquela árvore singular plantada no meio do jardim. Seu ardil fica subentendido: "É inconcebível! Não consigo entender como Deus planta um pomar e n
As pessoas, muitas vezes, esquecem as coisas boas, as bênçãos derramadas sobre elas, e abandonam tudo por causa de um único ato que se constitui pecado diante de Deus. Não conseguem divisar a bondade divina. Satanás distorce a sua visão e, de repente, surge diante delas aquilo que apaixonadamente tanto almejam. Assim, farão qualquer coisa a fim de obtê-lo, tornando essa busca uma obsessão a ponto de esquecerem tudo o que Deus fez em seu favor. Como se vê, Satanás se apresenta disfarçado. Ele esconde a sua verdadeira identidade. Mantém em segredo o que está tramando.
A segunda parte da estratégia de Satanás é atacar a Palavra de Deus. Quando Eva lhe responde: "Podemos comer de todas as árvores do jardim, menos daquela plantada ali no meio; Deus não nos permitiu nem mesmo tocá-la, senão morreremos", o inimigo ergue a cabeça e, provavelmente sem conter a gargalhada, argumenta: "Você não está acreditando nisso, não é verdade? Você acha mesmo que vai morrer? Que é isso! Morrer por causa de uma mordida na fruta? Você não está sendo sincera comigo! Essa é uma forma exagerada de Deus chamar a sua atenção. Não é bem isso o que ele quis dizer. Morrer? Você está sendo elegante e educada com Deus, crendo que os colocaria para morar neste jardim, cheio de coisas boas, sem poderem nem mesmo comer uma fruta generosa que nasce numa árvore! Morrer? Você não está falando sério! Tenho certeza de que não é bem isso o que Deus quis afirmar".
Tal suposição maligna implica em acreditar na inerrância da Bíblia, exceto em questões particulares entre eu e Deus. Este é o pressuposto diabólico. Sob essa ótica, Satanás insinua a Eva outro significado à afirmação divina: "certamente morrerás".
Há milhares de anos Satanás repete a mesma estratégia. É o tema das novelas contemporâneas. O autor manipula a trama, levando os seus personagens a viverem em profunda desobediência a Deus, mas no último capítulo tudo termina bem. É o enredo dos filmes modernos, onde os atores se rebelam contra as leis morais divinas, mas vivem felizes para sempre! É a palavra do patrocinador do programa de tevê. Aparece em cores. É o anúncio de um perfume - há anos o melhor do mercado - chamado "My Sin" (Meu Pecado). Uma cafetina da Madison Avenue foi quem deu nome ao produto. "Aqui temos um perfume tão sedutor, tão charmoso e excitante - sussurra o anunciante - que podemos chamá-lo de "My Sin"". Você nem imagina como a fragrância do pecado tem um mau cheiro nas narinas de Deus.
Qual a sua reação diante das advertências sobre o pecado da desobediência que enchem as páginas das Escrituras? Estaria Deus falando sério, e querendo dizer exatamente isso, quando afirma que o salário do pecado é a morte? Seria este o significado, quando prescreve que quem semeia na carne, da carne colherá destruição? Estaria a Bíblia sendo verdadeira, ou querendo afirmar outra coisa, quando diz: "Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará"? Estaria Deus dizendo a verdade, ou pretendendo outra interpretação, quando afirma que os ímpios serão exterminados? Estaria Ele propondo exatamente este significado, ao vaticinar que o Senhor julgará o seu povo? Será mesmo este o sentido, quando as Escrituras afirmam que Deus julgará os imorais e os adúlteros? Podemos acreditar de forma literal, quando declaram que o pecado tem que ser punido?
Deus leva o pecado a sério, porque se preocupa com você! Esta seriedade de Deus é porque o ama e por saber que o poder devastador do pecado pode arruinar os relacionamentos do crente, seu caráter e ministério. Como o pai que ama o filho está sempre atento para que este não brinque com fogo, não se queime, nem incendeie a casa, prevenindo-o das terríveis conseqüências para o resto de sua vida, assim Deus se preocupa conosco em relação ao pecado. Mas o que você sente a respeito disso? Você leva Deus a sério, quando o adverte das conseqüências funestas que o pecado pode acarretar sobre sua vida? Ou essas advertências têm para você outro significado?
Além de questionar a Palavra de Deus, Satanás tem como objetivo atacar o caráter de Deus que está por trás de sua Palavra. A serpente explica à mulher que Deus sabe que no dia em que ela e Adão comessem do fruto da árvore os seus olhos seriam abertos e se tornariam iguais a Deus, conhecendo o bem e o mal. Satanás difama a bondade de Deus, pois, na realidade, está afirmando: "Você sabia por que Deus deu esse mandamento? Ele quer estragar o seu prazer, segurando-a com rédeas curtas. Não quer que você seja livre e experimente a boa vida; está-lhe negando o direito ao divertimento. Ele quer que você esteja sempre por baixo, proibindo-a de experimentar tudo de bom que a vida oferece. Deus sabe que ao comer do fruto você será igual a ele, conhecendo o bem e o mal, e que terá acesso a experiências indizíveis, além do que se pode imaginar. Deus tem outros motivos, outros propósitos e são propósitos malignos".
Depois de o poço ser envenenado, toda a água fica contaminada. Uma das mais lindas declarações de amor e fé na Bíblia é a confissão de Rute a Noemi. A jovem mulher suplica à sogra: "Não me instes para que te deixe e me afaste de ti; porque, aonde quer que tu fores, irei eu e, onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. Onde quer que morreres, morrerei eu e ali serei sepultada". Eis aí uma belíssima expressão de total lealdade e devoção raramente encontrada em peças literárias.
Suponha que alguém sussurrasse a Noemi: "Preste atenção: Rute a está enganando. Ela está lhe manipulando. Na realidade, o que essa moabita deseja é entrar em Israel para casar-se com algum milion+rio judeu. Ela sabe que você é o seu passaporte e fará qualquer coisa por você para conseguir um visto de entrada em Israel". Se Noemi desse ouvidos a um absurdo desse a água ficaria envenenada. Ela passaria a suspeitar de toda palavra boa que Rute pronunciasse. Qualquer coisa que esta fizesse alimentaria a desconfiança de Noemi. Quando se envenena o poço, toda a água fica contaminada.
Se você questiona a Palavra de Deus e passa a duvidar da bondade divina, então Satanás conseguiu o seu intento. É fácil sucumbir. Todos, em algum tempo, servimos ao príncipe das trevas e vivemos sob o seu domínio. Quando adentramos ao reino do Filho de Deus, trouxemos nossas suspeitas e dúvidas. Se alguma coisa dolorida acontece conosco, perguntamos: por quê? Essa indagação é como uma espada apontada para o coração de Deus. Facilmente suspeitamos, quando algo errado nos surpreende. Deus está contra nós. Nossa vontade fica tão alterada que até quando coisas boas nos acontecem suspeitamos da bondade de Deus. Se algo maravilhoso nos ocorre - alguma coisa inesperada e agradável - somos tomados de alegre surpresa, mas logo após uma sombra passa sobre a nossa mente e aquela expectativa positiva nos é arrancada. A nossa impressão é que Deus não deseja que experimentemos essa expressão de sua bondade; mal começamos a usufruí-la, ele a afasta de nós como se fosse um pai sádico. Por isso damos cabeçadas. Sempre que duvidamos de sua bondade, desacreditamos a sua Palavra. Se cremos que Deus não deseja que participemos de uma vida plena de alegria, o diabo acaba de marcar mais um tento!
No exato momento em que Satanás lança a isca, no Éden, Eva cai na armadilha. Veja o resultado. "E, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu". Agora, o fruto proibido dá prazer aos olhos de Eva. Ela dá ouvidos às mentiras do tentador e os seus sentidos assumem o comando. Sempre que você afasta Deus de sua vida, ao questionar a sua Palavra e bondade, os seus sentidos passam então a viver para o que é maligno. O que antes estava fora de seus limites, torna-se o maior desejo de sua vida e você lutará com todas as forças para conseguir o seu intento, nem que para isso seja destruído.
"Uma mordida na fruta?", alguém pergunta. "Só por morder uma fruta? Você não me está querendo dizer que Eva pecou simplesmente porque comeu um pedaço de fruta do pomar. Você também não está afirmando ter sido isso que levou Adão a pecar, permitindo que o homicídio entrasse em sua família. Não está insinuando que uma simples mordida naquela fruta arrasou com toda a raça humana".
Não. Não foi por causa de uma fruta, mas pela desobediência à Palavra de Deus e por suspeitar do seu caráter. O fruto é um tema periférico; o pecado é o centro da questão. Sempre que você negar ou duvidar da bondade de Deus, nesse momento passa também a rejeitar a sua Palavra - o fruto é apenas o sinal da desobediência.
Se naquele dia Satanás tivesse abordado Eva, propondo: "Olha, assine este documento. Confirme que você está desistindo de Deus", ela nunca o teria assinado. O diabo jamais se aproxima de nós arrastando com ele a corrente com a qual nos quer prender; ao contrário, aparece com uma coroa reluzente, deixando no ar a possibilidade de alcançarmos a nobreza. Chega oferecendo-nos prazer, entusiasmo, dinheiro, popularidade, liberdade e alegria. De fato, nem mesmo insinua quanto as conseqüências; promete apenas ser-nos possível satisfazer todos os desejos de nossos corações. É assim que somos destruídos. Eis a lição: a tentação que nos destrói atinge em cheio o coração de Deus, a sua integridade e bondade. Sempre que negamos a bondade de Deus, rejeitamos a sua Palavra e, assim, passamos a correr perigo.
Ouçam-me! Não estou defendendo algum tipo rigoroso de religião. Cristianismo não é moralidade - algo para conformar-se e manter as regras. Cristianismo é relacionamento com Deus que nos amou e nos deu Jesus, o nosso Salvador; é Deus valorizando o homem, tornando-o seu filho. Os dons de Deus são bons e perfeitos e ele jamais lançará sobre você uma sombra de dúvida que o afaste de sua bondade. A essência do pecado é fazer com que duvidemos da bondade de Deus, rejeitando, conseqüentemente, a sua Palavra. O jardim é todo seu; um presente de Deus. Usufrua dele. Confie em Deus! post by: J@nio Ires
Gênesis 3.1-6
Haddon W. Robinson
Há alguns meses recebi uma carta enviada por um detento numa penitenciária do Texas, cumprindo pena de dez a vinte anos por tentativa de estupro. O autor, um homem crente, solicitava que eu lhe enviasse um livro não disponível na biblioteca da prisão. Atendi com alegria o pedido, mas fiquei profundamente perturbado, pois, afinal de contas, aquele jovem havia sido meu aluno no seminário.
Após concluir os estudos e ter-se destacado por seus notáveis dons e grande visão da obra, pastoreou duas igrejas, às quais, sob a ótica humana, foram transformadas em congregações bem-sucedidas. Na segunda, que eu conhecia muito bem, o jovem ministro demonstrou ser muito eficiente no uso do dom de evangelista. Muitas pessoas foram salvas e tornaram-se membros da igreja como fruto do seu trabalho. Ele estudava as Escrituras com muita dedicação. Aqueles irmãos atestavam o seu bom testemunho como pastor. Quando se levantava para pregar, todos sentiam a presença viva de Deus em suas palavras. Como excelente discipulador, deixou sua marca nos homens da congregação. Era tão respeitado, que, quando o crime veio à tona e admitiu a culpa, a igreja levantou mais de 20 mil dólares para as despesas advocatícias. Agora é um presidiário numa penitenciária do Texas. A tentação veio sobre ele como densas trevas, lançando-o no fundo do abismo. Acabou com sua reputação, destruiu o seu ministério e, pior, maculou o testemunho de Cristo em sua cidade.
Ao ler a carta e ficar sabendo do que acontecera àquele seminarista, comecei a lutar contra todo tipo de questionamentos e chorei sob forte emoção. O que acontece na vida de uma pessoa para cometer um pecado assim? O que passou pela mente daquele homem? O que o levou a abandonar tantas coisas boas que a vida lhe oferecera?
Percebi, ao fazer essas perguntas, que eu não estava apenas indagando sobre as razões daquele rapaz, mas sobre a minha própria vida. Eu questionava a vida de homens e mulheres que se formaram num seminário teológico e que, por algum ato de desobediência, arruinaram o ministério ao qual se entregaram de corpo e alma. O que leva uma pessoa a hipotecar o seu ministério para pagar o alto preço do pecado? O que nos seduz à perdição?
É a questão que todos enfrentamos. Você é um crente e a tentação acompanha-o de perto, espreitando os seus movimentos em busca da circunstância ideal para lhe dar uma rasteira. Pelo menos alguma vez na vida você deve ter-se perguntado: Como age o tentador? Como se aproxima de nós? Que artimanha usa para nos destruir? Aqui, no princípio de todas as coisas, encontramos um tema que surge e ressurge em toda a Bíblia: o pecado e o seu poder destruidor.
Gênesis 3 registra o episódio da tentação, um caso de estudo, já que este é um tema sempre atual. Quando você estuda um caso, não se preocupa com as variantes independentes e se apega apenas ao episódio. Eva, ao ser abordada pelo tentador, vivia num ambiente totalmente distinto deste em que vivemos; algumas coisas verdadeiras para com ela não o são para nós. Por exemplo, o sangue que corria em suas veias não estava contaminado. Não possuía, também, um passado sobre o qual pudesse jogar a culpa pelo pecado. Ela e Adão foram criados diretamente por Deus, que declarou a criação do gênero humano como algo muito bom. Diferentemente de certas pessoas hoje, Adão e Eva não foram amaldiçoados quando nasceram. E mais: nossos primeiros pais viviam num ambiente de plena perfeição. Nada os afastaria de Deus, pois a atmosfera que os cercava era pura. Eva foi criada no amanhecer da criação. Uma obra perfeita do Criador. Não herdara um passado pecaminoso, nem habitava num ambiente selvagem. Temos, portanto, um caso de estudo sobre a tentação.
Analisando a maneira como o tentador se aproxima de Eva, percebemos que a velha história registrada na Bíblia repete-se nas tentações que você enfrentou ontem à noite, que o assediam hoje de manhã, que o perseguem em seu escritório, em sua casa, no ministério, em sua vida. O cenário é outro, mas a metodologia não mudou. É a mesma.
Ao ler o relato bíblico uma coisa fica evidente: quando o tentador chega, vem sempre disfarçado. O escritor de Gênesis deixa claro que "a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito". É óbvio que, ao se aproximar, a serpente não aparece com cara de monstro. Esse fato ocorreu antes de ser amaldiçoada. Só depois de sofrer o juízo divino começou a rastejar sobre a terra. Satanás não se apresenta na forma de uma serpente "moderna", sacudindo o guizo para avisar do perigo iminente. Nada indica no texto que Eva tenha ficado alarmada.
Quando Satanás se aproxima de você, não vem na forma de uma serpente preparada para dar o bote ou rugindo como leão. Não vem alardeando com o barulho de uma sirene, nem tampouco acenando uma bandeira vermelha, sinal indicativo de perigo. Satanás simplesmente desliza-se sobre você. Aparece como se fosse uma companhia agradável, um grande amigo. Nada há em sua aparência que deixe você morrendo de medo. O Novo Testamento adverte que ele se apresenta como anjo de luz, servo de Deus e ministro da justiça. Uma coisa é certa: quando o inimigo ataca, aparece sempre com disfarces. É o que afirma Mefistófeles em Fausto: "As pessoas não sabem que o diabo está ali, mesmo que as esteja aprisionando pela garganta".
Não apenas se apresenta sob disfarce; Satanás disfarça, também, suas intenções. Ele não sussurra para Eva: "Vim aqui lhe tentar". Tudo o que deseja é conversar sobre religião. Quer bater um papo sobre teologia, e não pretende falar sobre pecado. Ele inicia o diálogo perguntando: "É verdade que Deus disse a você que não coma de todas as árvores do jardim?" Não há como contra-argumentar; o inimigo quer apenas um esclarecimento. "Veja, quero ter certeza de que a exegese que você faz dessa proibição é correta. Quero apenas entender o que Deus tem em mente. É verdade que Ele falou para não comer de nenhuma árvore do jardim?" Dá para você perceber que o diabo é religioso. Ele não aparece batendo na porta de sua alma, dizendo: "Perdoe-me amigo, poderíamos conversar um pouquinho? Quero amaldiçoá-lo e dar um fim em você. Vim aqui arrasar-lhe, detonar a sua vida". Não, tudo o que quer é conversar sobre um ponto teológico. Ele demonstra grande interesse em interpretar a Palavra de Deus. Lembre-se, porém, que é possível entrar numa discussão teológica e se dar mal. Não é isso o que às vezes acontece? Podemos falar sobre Deus de forma abstrata, como se fosse uma fórmula matemática. Você pode inventar uma teologia que o leve a desobedecê-lo.
Você está convencido da graça de Deus e tem opiniões fortes e definidas sobre a liberdade cristã. Pode, com a maior desenvoltura, debater acerca do tema com qualquer pessoa. Sob a sua ótica teológica, você acha possível fazer tudo o que quiser, na hora que lhe convir, com quem escolher. Sem impedimentos, sem sentir-se envergonhado; você é livre e conhece a graça de Deus! As pessoas que transformam a liberdade em libertinagem o fazem com base teológica. "Mesmo que eu peque, a graça de Deus abunda. Vivo constantemente sob a graça de Deus. Assim, sempre que eu peco tenho a oportunidade de demonstrar o perdão divino. Não maravilhoso?"
Você tem completo domínio quando fala da soberania divina e ninguém consegue contraditá-lo, pois seus argumentos são muito fortes. Deus é soberano sobre o destino dos homens e nações. Seu domínio é visível sobre a história, mas não apenas isso; suas mãos traçam a história e controlam cada segundo da existência de cada ser humano. A soberania de Deus vem de tempos remotos quando você nem existia, por isso não lhe pesa qualquer responsabilidade. Em certo sentido, o mundo é um grande palco e todos os homens simples figurantes. Deus planeja tudo com detalhes requintados; planeja até as conversas pessoais. A jornada que seguimos não é nossa, são passos estabelecidos por Deus. Até mesmo os nossos pecados. Ele já sabe que você vai pecar. Como resultado dessa discussão, você encontra boas razões - ou razões que parecem boas - para desobedecê-lo. Tudo porque você discute teologia com a motivação errada. Uma das vantagens de se formar num seminário é que se pode arrumar uma série de motivos piedosos para continuar errando e, ainda assim, ser teológico na desobediência.
Outra coisa que Satanás faz, ao conversar sobre Deus no Éden, é prender a atenção de Eva àquela árvore singular plantada no meio do jardim. Seu ardil fica subentendido: "É inconcebível! Não consigo entender como Deus planta um pomar e n
As pessoas, muitas vezes, esquecem as coisas boas, as bênçãos derramadas sobre elas, e abandonam tudo por causa de um único ato que se constitui pecado diante de Deus. Não conseguem divisar a bondade divina. Satanás distorce a sua visão e, de repente, surge diante delas aquilo que apaixonadamente tanto almejam. Assim, farão qualquer coisa a fim de obtê-lo, tornando essa busca uma obsessão a ponto de esquecerem tudo o que Deus fez em seu favor. Como se vê, Satanás se apresenta disfarçado. Ele esconde a sua verdadeira identidade. Mantém em segredo o que está tramando.
A segunda parte da estratégia de Satanás é atacar a Palavra de Deus. Quando Eva lhe responde: "Podemos comer de todas as árvores do jardim, menos daquela plantada ali no meio; Deus não nos permitiu nem mesmo tocá-la, senão morreremos", o inimigo ergue a cabeça e, provavelmente sem conter a gargalhada, argumenta: "Você não está acreditando nisso, não é verdade? Você acha mesmo que vai morrer? Que é isso! Morrer por causa de uma mordida na fruta? Você não está sendo sincera comigo! Essa é uma forma exagerada de Deus chamar a sua atenção. Não é bem isso o que ele quis dizer. Morrer? Você está sendo elegante e educada com Deus, crendo que os colocaria para morar neste jardim, cheio de coisas boas, sem poderem nem mesmo comer uma fruta generosa que nasce numa árvore! Morrer? Você não está falando sério! Tenho certeza de que não é bem isso o que Deus quis afirmar".
Tal suposição maligna implica em acreditar na inerrância da Bíblia, exceto em questões particulares entre eu e Deus. Este é o pressuposto diabólico. Sob essa ótica, Satanás insinua a Eva outro significado à afirmação divina: "certamente morrerás".
Há milhares de anos Satanás repete a mesma estratégia. É o tema das novelas contemporâneas. O autor manipula a trama, levando os seus personagens a viverem em profunda desobediência a Deus, mas no último capítulo tudo termina bem. É o enredo dos filmes modernos, onde os atores se rebelam contra as leis morais divinas, mas vivem felizes para sempre! É a palavra do patrocinador do programa de tevê. Aparece em cores. É o anúncio de um perfume - há anos o melhor do mercado - chamado "My Sin" (Meu Pecado). Uma cafetina da Madison Avenue foi quem deu nome ao produto. "Aqui temos um perfume tão sedutor, tão charmoso e excitante - sussurra o anunciante - que podemos chamá-lo de "My Sin"". Você nem imagina como a fragrância do pecado tem um mau cheiro nas narinas de Deus.
Qual a sua reação diante das advertências sobre o pecado da desobediência que enchem as páginas das Escrituras? Estaria Deus falando sério, e querendo dizer exatamente isso, quando afirma que o salário do pecado é a morte? Seria este o significado, quando prescreve que quem semeia na carne, da carne colherá destruição? Estaria a Bíblia sendo verdadeira, ou querendo afirmar outra coisa, quando diz: "Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará"? Estaria Deus dizendo a verdade, ou pretendendo outra interpretação, quando afirma que os ímpios serão exterminados? Estaria Ele propondo exatamente este significado, ao vaticinar que o Senhor julgará o seu povo? Será mesmo este o sentido, quando as Escrituras afirmam que Deus julgará os imorais e os adúlteros? Podemos acreditar de forma literal, quando declaram que o pecado tem que ser punido?
Deus leva o pecado a sério, porque se preocupa com você! Esta seriedade de Deus é porque o ama e por saber que o poder devastador do pecado pode arruinar os relacionamentos do crente, seu caráter e ministério. Como o pai que ama o filho está sempre atento para que este não brinque com fogo, não se queime, nem incendeie a casa, prevenindo-o das terríveis conseqüências para o resto de sua vida, assim Deus se preocupa conosco em relação ao pecado. Mas o que você sente a respeito disso? Você leva Deus a sério, quando o adverte das conseqüências funestas que o pecado pode acarretar sobre sua vida? Ou essas advertências têm para você outro significado?
Além de questionar a Palavra de Deus, Satanás tem como objetivo atacar o caráter de Deus que está por trás de sua Palavra. A serpente explica à mulher que Deus sabe que no dia em que ela e Adão comessem do fruto da árvore os seus olhos seriam abertos e se tornariam iguais a Deus, conhecendo o bem e o mal. Satanás difama a bondade de Deus, pois, na realidade, está afirmando: "Você sabia por que Deus deu esse mandamento? Ele quer estragar o seu prazer, segurando-a com rédeas curtas. Não quer que você seja livre e experimente a boa vida; está-lhe negando o direito ao divertimento. Ele quer que você esteja sempre por baixo, proibindo-a de experimentar tudo de bom que a vida oferece. Deus sabe que ao comer do fruto você será igual a ele, conhecendo o bem e o mal, e que terá acesso a experiências indizíveis, além do que se pode imaginar. Deus tem outros motivos, outros propósitos e são propósitos malignos".
Depois de o poço ser envenenado, toda a água fica contaminada. Uma das mais lindas declarações de amor e fé na Bíblia é a confissão de Rute a Noemi. A jovem mulher suplica à sogra: "Não me instes para que te deixe e me afaste de ti; porque, aonde quer que tu fores, irei eu e, onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. Onde quer que morreres, morrerei eu e ali serei sepultada". Eis aí uma belíssima expressão de total lealdade e devoção raramente encontrada em peças literárias.
Suponha que alguém sussurrasse a Noemi: "Preste atenção: Rute a está enganando. Ela está lhe manipulando. Na realidade, o que essa moabita deseja é entrar em Israel para casar-se com algum milion+rio judeu. Ela sabe que você é o seu passaporte e fará qualquer coisa por você para conseguir um visto de entrada em Israel". Se Noemi desse ouvidos a um absurdo desse a água ficaria envenenada. Ela passaria a suspeitar de toda palavra boa que Rute pronunciasse. Qualquer coisa que esta fizesse alimentaria a desconfiança de Noemi. Quando se envenena o poço, toda a água fica contaminada.
Se você questiona a Palavra de Deus e passa a duvidar da bondade divina, então Satanás conseguiu o seu intento. É fácil sucumbir. Todos, em algum tempo, servimos ao príncipe das trevas e vivemos sob o seu domínio. Quando adentramos ao reino do Filho de Deus, trouxemos nossas suspeitas e dúvidas. Se alguma coisa dolorida acontece conosco, perguntamos: por quê? Essa indagação é como uma espada apontada para o coração de Deus. Facilmente suspeitamos, quando algo errado nos surpreende. Deus está contra nós. Nossa vontade fica tão alterada que até quando coisas boas nos acontecem suspeitamos da bondade de Deus. Se algo maravilhoso nos ocorre - alguma coisa inesperada e agradável - somos tomados de alegre surpresa, mas logo após uma sombra passa sobre a nossa mente e aquela expectativa positiva nos é arrancada. A nossa impressão é que Deus não deseja que experimentemos essa expressão de sua bondade; mal começamos a usufruí-la, ele a afasta de nós como se fosse um pai sádico. Por isso damos cabeçadas. Sempre que duvidamos de sua bondade, desacreditamos a sua Palavra. Se cremos que Deus não deseja que participemos de uma vida plena de alegria, o diabo acaba de marcar mais um tento!
No exato momento em que Satanás lança a isca, no Éden, Eva cai na armadilha. Veja o resultado. "E, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu". Agora, o fruto proibido dá prazer aos olhos de Eva. Ela dá ouvidos às mentiras do tentador e os seus sentidos assumem o comando. Sempre que você afasta Deus de sua vida, ao questionar a sua Palavra e bondade, os seus sentidos passam então a viver para o que é maligno. O que antes estava fora de seus limites, torna-se o maior desejo de sua vida e você lutará com todas as forças para conseguir o seu intento, nem que para isso seja destruído.
"Uma mordida na fruta?", alguém pergunta. "Só por morder uma fruta? Você não me está querendo dizer que Eva pecou simplesmente porque comeu um pedaço de fruta do pomar. Você também não está afirmando ter sido isso que levou Adão a pecar, permitindo que o homicídio entrasse em sua família. Não está insinuando que uma simples mordida naquela fruta arrasou com toda a raça humana".
Não. Não foi por causa de uma fruta, mas pela desobediência à Palavra de Deus e por suspeitar do seu caráter. O fruto é um tema periférico; o pecado é o centro da questão. Sempre que você negar ou duvidar da bondade de Deus, nesse momento passa também a rejeitar a sua Palavra - o fruto é apenas o sinal da desobediência.
Se naquele dia Satanás tivesse abordado Eva, propondo: "Olha, assine este documento. Confirme que você está desistindo de Deus", ela nunca o teria assinado. O diabo jamais se aproxima de nós arrastando com ele a corrente com a qual nos quer prender; ao contrário, aparece com uma coroa reluzente, deixando no ar a possibilidade de alcançarmos a nobreza. Chega oferecendo-nos prazer, entusiasmo, dinheiro, popularidade, liberdade e alegria. De fato, nem mesmo insinua quanto as conseqüências; promete apenas ser-nos possível satisfazer todos os desejos de nossos corações. É assim que somos destruídos. Eis a lição: a tentação que nos destrói atinge em cheio o coração de Deus, a sua integridade e bondade. Sempre que negamos a bondade de Deus, rejeitamos a sua Palavra e, assim, passamos a correr perigo.
Ouçam-me! Não estou defendendo algum tipo rigoroso de religião. Cristianismo não é moralidade - algo para conformar-se e manter as regras. Cristianismo é relacionamento com Deus que nos amou e nos deu Jesus, o nosso Salvador; é Deus valorizando o homem, tornando-o seu filho. Os dons de Deus são bons e perfeitos e ele jamais lançará sobre você uma sombra de dúvida que o afaste de sua bondade. A essência do pecado é fazer com que duvidemos da bondade de Deus, rejeitando, conseqüentemente, a sua Palavra. O jardim é todo seu; um presente de Deus. Usufrua dele. Confie em Deus! post by: J@nio Ires
quinta-feira, 17 de junho de 2010
BESTA & ANTICRISTO
A BESTA
A Besta é o "chifre pequeno" de Dn 7.8,20,24,25. É um homem (Ap 13.1-8, 17.10-18, 19.20), tipificado pelo "Rei de Babilônia" (Is 14.4). Esse homem será também um gentio, pois a Besta vem do mar (Ap 13.1, 17.15 -- a inquieta situação dos povos gentios), e de entre os dez chifres que são as nações gentias da Europa Ocidental (Dn 7.8, 20, 24,25). Satanás investirá esse homem, "o chifre pequeno", de extremo poder. Ele estará plenamente apto a ser um elo de ligação com Satanás. Ap 13.4.
Esse "chifre pequeno", com a ajuda do poder satânico, dominará rapidamente o Império Romano revivido e se tornará, como um ditador, a cabeça do Império. Parece que ele irá ganhar o controle do império por meio de intimidação. Após derrubar três dos dez chifres (as dez nações), os outros se submeterão dando a ele o seu poder. Dn 7.8,20, 24,25. Ap 17.13,17.
Imediatamente após isso, a Besta (o nome se confunde com a Confederação das dez nações), tendo o chifre pequeno por cabeça, irá destituir e destruir a meretriz (a falsa igreja), o sistema religioso que esteve controlando o Império durante os primeiros três anos e meio. É disso que nos fala o Apocalipse quando anuncia que a "Babilônia é caída". A Babilônia política destrói a liderança religiosa do Império. Ap 14.8, 17.16, 18.2.
Havendo derrubado o sistema religioso, o Império assumirá uma nova e diferente forma, passando a ser satanicamente controlado pelo "chifre pequeno". A Besta irá continuar nessa forma por quarenta e dois meses (ou os últimos três anos e meio). Ap 13.2-8. Antes disso a Besta (a Confederação das dez nações) foi vista subindo do mar (Ap 13.1), mas agora é vista como subindo do abismo (Ap 17.8), o que implica um controle satânico. Todo o mundo se maravilhará diante da Besta (a Confederação Ocidental das dez nações) em sua nova forma. Ap 13.3, 17.8.
O ANTICRISTO
Por volta dessa época um outro homem se levantará na terra de Israel, o qual será movido pela energia de Satanás (2 Ts 2.9). Ele será um israelita, talvez da tribo de Dã (Dn 11.37, Gn 49.16,17, omitida também em Ap 7). Ele irá agir em conjunto com a primeira Besta, o "chifre pequeno", e será como o seu Primeiro Ministro. Ele é o "Anticristo" (1 Jo 2.18), também conhecido como o "Rei" (Dn 11.36, Is 8.21, 30.33, 57.9), "o Homem do Pecado" (2 Ts 2.3), "o Filho da Perdição" (2 Ts 2.3), "o Iníquo" (2 Ts 2.8) (ou "Ilícito" cf. trad. literal), a "Estrela Caída" (Ap 9.1), "a Segunda Besta" (Ap 13.11-18), "o Falso Profeta" (Ap 16.13, 19.20, 20.10), "o Pastor Inútil" (Zc 11.15-17, Sl 14.1, Sl 53.1), "o Homem Sanguinário e Fraudulento" (Sl 5.6, etc.), "o Príncipe Profano e Ímpio de Israel" (Ez 21.25), e "o Príncipe de Tiro" (Ez 28.2). O Salmo 10 dá a descrição do caráter moral desse homem de pecado.
O Anticristo é também tipificado pelas seguintes pessoas: Abimeleque (Jz 9); Saul (1 Sm 8-31); Absalão (2 Sm 15-19); Acabe (1 Rs 16-18); Acaz (2 Rs 16); Sebna (Is 22); Zedequias (Jr 39 e 52); o Mercenário (Jo 10.10-13); Hamã (Et 3-7); Herodes (Mt 2). Esse homem de pecado (o Anticristo) se apresentará aos judeus como seu Messias, e eles o receberão e farão dele o seu rei. Ele reinará sobre a terra de Israel. Jo 5.43, Dn 11.36-39, 2 Sm 15.2-6,11.
O Anticristo estabelecerá o seu trono de governo em Jerusalém, e irá promover seus corruptos lacaios e admiradores para que ocupem posições de governo sobre a terra de Israel. Jerusalém será totalmente entregue a toda a sorte de iniqüidade. Is 1.21-23, Dn 11.39, Is 28.14, 1 Sm 22.7,8. A descrição moral dos judeus apóstatas que seguirão o Anticristo pode ser vista nas seguintes passagens: Sl 14; 35-36; 73.3-12; Is 58,59.
BESTA & ANTICRISTO
A Besta, com a ajuda do Anticristo, irá romper a aliança com os judeus. Eles abolirão toda atividade religiosa em seus domínios (a parte ocidental da terra, inclusive Israel), fazendo cessar a falsa adoração de Israel e da corrupta cristandade. O objetivo é abrir caminho para a adoração da Besta e da sua imagem. Dn 9.27; Ap 17.16; Sl 55.20.
Uma imagem idólatra da Besta será colocada, pelo Anticristo, no templo em Jerusalém. Trata-se da "abominação da desolação". Ele proclamará um edito por todo o Império para que a imagem seja adorada. A idolatria será imposta aos judeus em Israel. Essa adoração idólatra será também imposta aos adoradores terrenos da cristandade apóstata, que ouviram e recusaram o evangelho da graça de Deus durante a era cristã. Dn 3.1-7; 9.27; 12.11; Mt 24.15; Ap 13.12-15; 2 Rs 16.10-18.
A Besta e o Anticristo tomarão então o total controle da terra de Israel. Irão mantê-la cativa, como pertencente ao seu Império, pelos últimos três anos e meio. Tudo na terra de Israel ficará sujeito a eles. Ap 11.2; Lc 21.24; Êx 3-12). [Extraído de Outline of Prophetic Events, de Bruce Anstey...post by:janio ires
A Besta é o "chifre pequeno" de Dn 7.8,20,24,25. É um homem (Ap 13.1-8, 17.10-18, 19.20), tipificado pelo "Rei de Babilônia" (Is 14.4). Esse homem será também um gentio, pois a Besta vem do mar (Ap 13.1, 17.15 -- a inquieta situação dos povos gentios), e de entre os dez chifres que são as nações gentias da Europa Ocidental (Dn 7.8, 20, 24,25). Satanás investirá esse homem, "o chifre pequeno", de extremo poder. Ele estará plenamente apto a ser um elo de ligação com Satanás. Ap 13.4.
Esse "chifre pequeno", com a ajuda do poder satânico, dominará rapidamente o Império Romano revivido e se tornará, como um ditador, a cabeça do Império. Parece que ele irá ganhar o controle do império por meio de intimidação. Após derrubar três dos dez chifres (as dez nações), os outros se submeterão dando a ele o seu poder. Dn 7.8,20, 24,25. Ap 17.13,17.
Imediatamente após isso, a Besta (o nome se confunde com a Confederação das dez nações), tendo o chifre pequeno por cabeça, irá destituir e destruir a meretriz (a falsa igreja), o sistema religioso que esteve controlando o Império durante os primeiros três anos e meio. É disso que nos fala o Apocalipse quando anuncia que a "Babilônia é caída". A Babilônia política destrói a liderança religiosa do Império. Ap 14.8, 17.16, 18.2.
Havendo derrubado o sistema religioso, o Império assumirá uma nova e diferente forma, passando a ser satanicamente controlado pelo "chifre pequeno". A Besta irá continuar nessa forma por quarenta e dois meses (ou os últimos três anos e meio). Ap 13.2-8. Antes disso a Besta (a Confederação das dez nações) foi vista subindo do mar (Ap 13.1), mas agora é vista como subindo do abismo (Ap 17.8), o que implica um controle satânico. Todo o mundo se maravilhará diante da Besta (a Confederação Ocidental das dez nações) em sua nova forma. Ap 13.3, 17.8.
O ANTICRISTO
Por volta dessa época um outro homem se levantará na terra de Israel, o qual será movido pela energia de Satanás (2 Ts 2.9). Ele será um israelita, talvez da tribo de Dã (Dn 11.37, Gn 49.16,17, omitida também em Ap 7). Ele irá agir em conjunto com a primeira Besta, o "chifre pequeno", e será como o seu Primeiro Ministro. Ele é o "Anticristo" (1 Jo 2.18), também conhecido como o "Rei" (Dn 11.36, Is 8.21, 30.33, 57.9), "o Homem do Pecado" (2 Ts 2.3), "o Filho da Perdição" (2 Ts 2.3), "o Iníquo" (2 Ts 2.8) (ou "Ilícito" cf. trad. literal), a "Estrela Caída" (Ap 9.1), "a Segunda Besta" (Ap 13.11-18), "o Falso Profeta" (Ap 16.13, 19.20, 20.10), "o Pastor Inútil" (Zc 11.15-17, Sl 14.1, Sl 53.1), "o Homem Sanguinário e Fraudulento" (Sl 5.6, etc.), "o Príncipe Profano e Ímpio de Israel" (Ez 21.25), e "o Príncipe de Tiro" (Ez 28.2). O Salmo 10 dá a descrição do caráter moral desse homem de pecado.
O Anticristo é também tipificado pelas seguintes pessoas: Abimeleque (Jz 9); Saul (1 Sm 8-31); Absalão (2 Sm 15-19); Acabe (1 Rs 16-18); Acaz (2 Rs 16); Sebna (Is 22); Zedequias (Jr 39 e 52); o Mercenário (Jo 10.10-13); Hamã (Et 3-7); Herodes (Mt 2). Esse homem de pecado (o Anticristo) se apresentará aos judeus como seu Messias, e eles o receberão e farão dele o seu rei. Ele reinará sobre a terra de Israel. Jo 5.43, Dn 11.36-39, 2 Sm 15.2-6,11.
O Anticristo estabelecerá o seu trono de governo em Jerusalém, e irá promover seus corruptos lacaios e admiradores para que ocupem posições de governo sobre a terra de Israel. Jerusalém será totalmente entregue a toda a sorte de iniqüidade. Is 1.21-23, Dn 11.39, Is 28.14, 1 Sm 22.7,8. A descrição moral dos judeus apóstatas que seguirão o Anticristo pode ser vista nas seguintes passagens: Sl 14; 35-36; 73.3-12; Is 58,59.
BESTA & ANTICRISTO
A Besta, com a ajuda do Anticristo, irá romper a aliança com os judeus. Eles abolirão toda atividade religiosa em seus domínios (a parte ocidental da terra, inclusive Israel), fazendo cessar a falsa adoração de Israel e da corrupta cristandade. O objetivo é abrir caminho para a adoração da Besta e da sua imagem. Dn 9.27; Ap 17.16; Sl 55.20.
Uma imagem idólatra da Besta será colocada, pelo Anticristo, no templo em Jerusalém. Trata-se da "abominação da desolação". Ele proclamará um edito por todo o Império para que a imagem seja adorada. A idolatria será imposta aos judeus em Israel. Essa adoração idólatra será também imposta aos adoradores terrenos da cristandade apóstata, que ouviram e recusaram o evangelho da graça de Deus durante a era cristã. Dn 3.1-7; 9.27; 12.11; Mt 24.15; Ap 13.12-15; 2 Rs 16.10-18.
A Besta e o Anticristo tomarão então o total controle da terra de Israel. Irão mantê-la cativa, como pertencente ao seu Império, pelos últimos três anos e meio. Tudo na terra de Israel ficará sujeito a eles. Ap 11.2; Lc 21.24; Êx 3-12). [Extraído de Outline of Prophetic Events, de Bruce Anstey...post by:janio ires
segunda-feira, 31 de maio de 2010
O culto à Virgem,uma pràtica abominàlvel aos olhos de Deus.
O culto da Virgem
O culto da Virgem faz parte do culto dos santos. Ele distingue-se apenas por ocupar um lugar mais importante na devoção católica. A condenação absoluta que a palavra de Cristo faz cair sobre o segundo atinge ao mesmo tempo o primeiro.
Com efeito, não há qualquer excepção para Maria; o Evangelho não lhe atribui qualquer outro privilégio, a não ser o de ter sido a mãe do Salvador; mas este mesmo privilégio não lhe confere qualquer poder permanente, qualquer poder especial.
Ouvi o próprio Cristo: “ Uma mulher elevando a voz no meio da multidão, diz “ Felizes as entranhas que te portaram e os seios que te amamentaram ! “ Mas Jesus diz: felizes, antes, são aqueles que escutam a palavra de Deus e a põem em prática ! ” (Lucas 11 : 27-28). Nunca, sob qualquer forma, Cristo ou os apóstolos reconhecem a Maria qualquer parte na obra da salvação. O Evangelho ignora completamente todos os títulos pomposos que lhe dão as litanias (ladainhas). Enquanto estas a designam como “ a mãe da divina graça ”, como “a porta do céu”, o apóstolo Pedro declara-nos solenemente: “ Não há debaixo do céu nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devemos ser salvos” (Actos 4: 12). Como é só a Jesus que é preciso ir para obter a salvação e que só ele pode salvar perfeitamente (Hebreus 7: 25), é, portanto, a ele só que devem ser dadas, como ao Pai e ao Espírito Santo, toda a honra e toda a glória.
Maria é designada no catolicismo pelos mais elogiosos e estranhos qualificativos, em particular pela designação sacrílega de “rainha do céu”, como se mesmo Deus estivesse destituído do seu poder. Ora, esta mesma expressão já se encontra no profeta Jeremias (capítulos 7 e 44), que nos fala de mulheres oferecendo bolos e incenso à “rainha do céu”. Mas esta prática idólatra é severamente condenada. O profeta denuncia-a como tendo atraído sobre Judá a cólera de Deus, como a maior causa da destruição do reino. E o Senhor não deve também estar irritado contra os novos adoradores da rainha dos céus, já não sob os traços da lua, mas sob os de uma mulher, da humilde Maria, que recusaria ela própria todas as honras que lhe são rendidas, se pudesse fazer ouvir a sua voz ? Nenhuma dúvida é possível.
Aliás, no Novo Testamento, que silêncio a respeito de Maria ! Depois da morte de Cristo, ela é apenas referida uma única vez, no dia a seguir à Ascensão, quando se diz que ela orava com os discípulos (Actos 1: 14). Não há uma expressão, nem uma palavra, nos Actos ou nas 21 Epístolas, que possa levar-nos a pensar que é preciso render um culto à mãe do Salvador. Nos escritos dos Pais da Igreja dos primeiros séculos, também não há nada que autorize tais honras e justifique um tal culto, que eclipsa pelo seu brilho aquele que se rende ao próprio Deus.
Se de uma ponta à outra do Evangelho não se encontra uma só palavra que leve a pensar que se possa orar à Virgem e render-lhe um culto qualquer, encontra-se, pelo contrário, em todo o lugar, as mais positivas e claras declarações para condenar uma tal devoção.
É só no século V que o culto de Maria faz a sua primeira aparição na Igreja. Ele deve o seu nascimento a várias causas, mas sobretudo à influência dos cultos pagãos que exaltavam, então, tão poderosamente as forças da natureza.
A mãe de Cristo foi sempre honrada na Igreja primitiva, como o é ainda hoje nas Igrejas protestantes. Mas há uma grande distância entre uma tal honra e um culto qualquer. Durante os três primeiros séculos nenhuma oração, nenhuma honra divina qualquer, lhe são dirigidas. Isso são factos incontestáveis, diante dos quais todas as vãs afirmações dos teólogos caem e desaparecem.
No século IV, começam, em certos lugares, a dar-lhe o nome de “mãe de Deus”, contrário às Escrituras. Na Arábia, mulheres fanáticas, dizendo-se sacerdotisas da Virgem, instituem uma festa em honra de Maria e oferecem-lhe em sacrifício bolinhos, renovando, assim, à letra a prática das mulheres de Judá que ofereciam os seus bolos à “rainha do céu” e atraíam, assim, sobre elas e sobre os seus países a maldição de Deus, como declara o profeta Jeremias (Jer. 7: 16-20). Estas mulheres formavam uma seita, combatida com energia por Epifânio que as acusa de serem um esforço do diabo para fazer render honras divinas à natureza humana.
Mais tarde, cerca de 428, Nestório, patriarca de Constantinopla, sustentando que Maria não podia ser chamada “mãe de Deus”, provoca na Igreja uma violenta disputa. O movimento estende-se por todo o lado. Os partidários e os adversários de Nestório formam dois campos quase iguais. Finalmente o Concílio de Éfeso, em 431, aprova a expressão “mãe de Deus”. Desde então, o culto de Maria enraíza-se e propaga-se. Entretanto, segundo Mabillon, a Virgem não tinha ainda festa no fim do século V no calendário das Igrejas de África.
Em 606, o Panteão – templo pagão de Roma destinado a receber as estátuas de todos os deuses – é consagrado à Virgem, bem como a todos os santos. Doravante, o caminho é largamente traçado e o culto da Virgem desenvolve-se sem obstáculos.
As suas imagens e relíquias multiplicam-se nas igrejas. Vêm a invocá-la como a “rainha do céu”, como a “mediadora toda – poderosa” junto de Cristo. A devoção supersticiosa das massas vai cada vez mais na sua direcção, enquanto Cristo, sempre representado como um menino nos braços de sua mãe, entra, ao mesmo tempo, na sombra obscura, até desaparecer completamente. Que vemos, com efeito, na hora actual ? – A Maria, todas as honras, todas as glórias ! É uma verdadeira idolatria ou mariolatria, como se queira.
(Texto extraído do livro “Que dit le Christ (Que diz Cristo) ?”, de F. Marsault)
post by:janio ires.
O culto da Virgem faz parte do culto dos santos. Ele distingue-se apenas por ocupar um lugar mais importante na devoção católica. A condenação absoluta que a palavra de Cristo faz cair sobre o segundo atinge ao mesmo tempo o primeiro.
Com efeito, não há qualquer excepção para Maria; o Evangelho não lhe atribui qualquer outro privilégio, a não ser o de ter sido a mãe do Salvador; mas este mesmo privilégio não lhe confere qualquer poder permanente, qualquer poder especial.
Ouvi o próprio Cristo: “ Uma mulher elevando a voz no meio da multidão, diz “ Felizes as entranhas que te portaram e os seios que te amamentaram ! “ Mas Jesus diz: felizes, antes, são aqueles que escutam a palavra de Deus e a põem em prática ! ” (Lucas 11 : 27-28). Nunca, sob qualquer forma, Cristo ou os apóstolos reconhecem a Maria qualquer parte na obra da salvação. O Evangelho ignora completamente todos os títulos pomposos que lhe dão as litanias (ladainhas). Enquanto estas a designam como “ a mãe da divina graça ”, como “a porta do céu”, o apóstolo Pedro declara-nos solenemente: “ Não há debaixo do céu nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devemos ser salvos” (Actos 4: 12). Como é só a Jesus que é preciso ir para obter a salvação e que só ele pode salvar perfeitamente (Hebreus 7: 25), é, portanto, a ele só que devem ser dadas, como ao Pai e ao Espírito Santo, toda a honra e toda a glória.
Maria é designada no catolicismo pelos mais elogiosos e estranhos qualificativos, em particular pela designação sacrílega de “rainha do céu”, como se mesmo Deus estivesse destituído do seu poder. Ora, esta mesma expressão já se encontra no profeta Jeremias (capítulos 7 e 44), que nos fala de mulheres oferecendo bolos e incenso à “rainha do céu”. Mas esta prática idólatra é severamente condenada. O profeta denuncia-a como tendo atraído sobre Judá a cólera de Deus, como a maior causa da destruição do reino. E o Senhor não deve também estar irritado contra os novos adoradores da rainha dos céus, já não sob os traços da lua, mas sob os de uma mulher, da humilde Maria, que recusaria ela própria todas as honras que lhe são rendidas, se pudesse fazer ouvir a sua voz ? Nenhuma dúvida é possível.
Aliás, no Novo Testamento, que silêncio a respeito de Maria ! Depois da morte de Cristo, ela é apenas referida uma única vez, no dia a seguir à Ascensão, quando se diz que ela orava com os discípulos (Actos 1: 14). Não há uma expressão, nem uma palavra, nos Actos ou nas 21 Epístolas, que possa levar-nos a pensar que é preciso render um culto à mãe do Salvador. Nos escritos dos Pais da Igreja dos primeiros séculos, também não há nada que autorize tais honras e justifique um tal culto, que eclipsa pelo seu brilho aquele que se rende ao próprio Deus.
Se de uma ponta à outra do Evangelho não se encontra uma só palavra que leve a pensar que se possa orar à Virgem e render-lhe um culto qualquer, encontra-se, pelo contrário, em todo o lugar, as mais positivas e claras declarações para condenar uma tal devoção.
É só no século V que o culto de Maria faz a sua primeira aparição na Igreja. Ele deve o seu nascimento a várias causas, mas sobretudo à influência dos cultos pagãos que exaltavam, então, tão poderosamente as forças da natureza.
A mãe de Cristo foi sempre honrada na Igreja primitiva, como o é ainda hoje nas Igrejas protestantes. Mas há uma grande distância entre uma tal honra e um culto qualquer. Durante os três primeiros séculos nenhuma oração, nenhuma honra divina qualquer, lhe são dirigidas. Isso são factos incontestáveis, diante dos quais todas as vãs afirmações dos teólogos caem e desaparecem.
No século IV, começam, em certos lugares, a dar-lhe o nome de “mãe de Deus”, contrário às Escrituras. Na Arábia, mulheres fanáticas, dizendo-se sacerdotisas da Virgem, instituem uma festa em honra de Maria e oferecem-lhe em sacrifício bolinhos, renovando, assim, à letra a prática das mulheres de Judá que ofereciam os seus bolos à “rainha do céu” e atraíam, assim, sobre elas e sobre os seus países a maldição de Deus, como declara o profeta Jeremias (Jer. 7: 16-20). Estas mulheres formavam uma seita, combatida com energia por Epifânio que as acusa de serem um esforço do diabo para fazer render honras divinas à natureza humana.
Mais tarde, cerca de 428, Nestório, patriarca de Constantinopla, sustentando que Maria não podia ser chamada “mãe de Deus”, provoca na Igreja uma violenta disputa. O movimento estende-se por todo o lado. Os partidários e os adversários de Nestório formam dois campos quase iguais. Finalmente o Concílio de Éfeso, em 431, aprova a expressão “mãe de Deus”. Desde então, o culto de Maria enraíza-se e propaga-se. Entretanto, segundo Mabillon, a Virgem não tinha ainda festa no fim do século V no calendário das Igrejas de África.
Em 606, o Panteão – templo pagão de Roma destinado a receber as estátuas de todos os deuses – é consagrado à Virgem, bem como a todos os santos. Doravante, o caminho é largamente traçado e o culto da Virgem desenvolve-se sem obstáculos.
As suas imagens e relíquias multiplicam-se nas igrejas. Vêm a invocá-la como a “rainha do céu”, como a “mediadora toda – poderosa” junto de Cristo. A devoção supersticiosa das massas vai cada vez mais na sua direcção, enquanto Cristo, sempre representado como um menino nos braços de sua mãe, entra, ao mesmo tempo, na sombra obscura, até desaparecer completamente. Que vemos, com efeito, na hora actual ? – A Maria, todas as honras, todas as glórias ! É uma verdadeira idolatria ou mariolatria, como se queira.
(Texto extraído do livro “Que dit le Christ (Que diz Cristo) ?”, de F. Marsault)
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sexta-feira, 28 de maio de 2010
Os Magos Que Visitaram o Menino Jesus: Quem Eram, de Onde Vieram e Como Souberam Que Ele Tinha Nascido?
Como os magos souberam que a estrela que viram no céu era tão especial que partiram em uma longa viagem a camelo para apresentarem presentes ao futuro Rei? Espere um minuto! Quem lhes disse sobre o Rei? Além disso, aqueles homens nem mesmo eram judeus; eram pagãos, adoradores de Zoroastro!
Como eles podiam saber algo sobre o recente nascimento do Messias judeu que tinha sido profetizado por tanto tempo? Quando avançamos 33 anos no tempo, vemos Jesus chorando pelo povo de Jerusalém, pois não o reconheceram como o Messias. Ele disse:
"... Ah! se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos. Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todos os lados; e te derrubarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação." [Lucas 19:42-44].
Mostraremos que Jesus tinha todo o direito de esperar que as pessoas soubessem quando Ele apareceria, pois esse segredo precioso tinha sido revelado ao profeta Daniel mais de 500 anos antes.
A Profecia Mais Importante de Toda a Bíblia
O fato de Daniel ser um funcionário graduado no governo babilônio é muito significativo no nosso estudo, pois somente os oficiais graduados e os líderes religiosos importantes daquele tempo tinham acesso aos livros, pois não havia imprensa, somente manuscritos. Os sábios que foram visitar o menino Jesus eram estudiosos e, portanto, tinham acesso aos escritos de Daniel. Além disso, eram magos, uma ordem da religião pagã de Zoroastro, na Média e na Pérsia. [1] Os magos eram antigos intérpretes dos sonhos e eram astrólogos (prognosticadores), encantadores, feiticeiros e mágicos. O rei os chamava de "sábios", pois eles o convenceram que podiam oferecer bons conselhos e interpretar seus sonhos. Hoje, entretanto, nós os chamaríamos de feiticeiros. Sempre que um rei pagão conquistava outra nação, ele tomava os melhores jovens e os melhores "sábios" e os levava para sua corte, para orientá-lo.
Na Bíblia, vemos os magos na corte do rei babilônio Nabucodonosor. Na verdade, os magos tinham muito respeito por Daniel, pois ele salvou as vidas dos magos do seu tempo. Você deve lembrar a história:
O rei Nabucodonosor teve um sonho terrível, dado por Deus, e ficou muito perturbado. No entanto, ele não conseguia se lembrar do sonho e nem sabia o que significava. O rei convocou todos os magos, incluindo Daniel, e exigiu que eles lhe dissessem qual tinha sido o sonho e qual era a interpretação. Ele os ameaçou de morte se não lhe dissessem qual tinha sido o sonho e o que significava. Quando os soldados foram cumprir a ordem do rei de matar todos os magos, Daniel pediu mais um prazo. Após muita oração de Daniel e de seus três companheiros, Hananias, Misael e Azarias, Deus revelou o sonho a Daniel e o rei Nabucodonosor poupou a vida dos magos. [Daniel 2:1-19].
Daquele momento em diante, os magos reverenciaram muito Daniel, pela grande visão que recebera de Deus. Provavelmente, eles não creram em Deus como o único Deus do universo; mas em vez disso, creram que era o mais poderoso daquele tempo e, certamente, muito poderoso em qualquer época. No entanto, ainda continuaram sendo politeístas.
Os magos que visitaram o menino Jesus conheciam os escritos de Daniel, sem dúvida tinham cópias do seu livro e conheciam a profecia das setenta semanas. Quando a estrela apareceu no céu, eles sabiam que estava na época para aquela profecia se cumprir. Quando viram a estrela, seu conhecimento daquela profecia incrivelmente precisa, mais a ação motivadora do Espírito Santo, fez com que embarcassem em uma longa jornada até Israel para prestar homenagem ao Messias judeu.
Vamos agora considerar essa impressionante profecia do maravilhoso livro de Daniel.
Vamos estudar a profecia referente ao tempo da vinda de Jesus Cristo, dada com detalhes inacreditáveis quase 500 anos antes de Ele nascer. Você verá que Deus anunciou o dia exato em que Jesus se apresentaria aos judeus como o longamente aguardado Messias! [cumprido ao pé da letra em Mateus 21:1-11].
Uma Profecia Inigualável
"Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações." [Daniel 9:24-26].
A semana mencionada no verso 27, refere-se à última semana de anos, um período que chamamos de Tribulação.
O termo "semana" referindo-se a sete anos era comum entre os judeus. O termo vem da ordem de Deus em Levítico 25:1-7 para cultivar um campo por seis anos, permitindo que descanse no sétimo ano. Esse período de sete anos veio a ser conhecido como "semana de anos". Portanto, Setenta Semanas (de Anos) são 490 anos.
Observe que essa profecia contém três partes:
1. Sete semanas de anos (49 anos)
2. Sessenta e duas semanas de anos (434 anos)
3. Uma semana de anos (7 anos)
No ponto exato na história quando as 7+62 Semanas de Anos se cumpriram, Israel podia esperar que o Messias se apresentasse. Que grande notícia! Isso significava que Israel não poderia deixar de perder o Messias! Tudo o que os israelitas precisavam fazer era contar, acompanhar os eventos atuais que se desdobravam e conhecer essa profecia.
Este estudo mostra-nos várias coisas:
1. Que os magos sabiam que o tempo da vinda do Messias estava próximo.
2. Por que Israel deixou de esperar o Messias.
3. Como isso se aplica a nós hoje.
Vamos agora considerar o significado da profecia:
1. Duração da Profecia
Essa profecia estipulava que o Messias seria apresentado a Israel e que seria morto após a passagem de 69 semanas de anos desde o ponto inicial. Quando multiplicamos 69x7, compreendemos que o tempo envolvido aqui é igual a 483 anos. Como no calendário judaico lunar o ano tem 360 dias, podemos facilmente ver que Deus está falando sobre 173.880 dias. Portanto, podemos esperar que 173.880 dias após o período inicial dado na profecia, o Messias se apresentaria a Israel como o Rei.
2. Ponto Inicial da Profecia (Daniel 9:25a)
Neste verso, Deus disse que a profecia iniciaria "desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém..." Quando Deus deu essa profecia a Daniel, Israel estava cativo na Babilônia; no entanto, Deus já tinha anunciado anteriormente, por meio do profeta Jeremias, que esse cativeiro duraria setenta anos. Esse período de setenta anos estava terminando rapidamente; na verdade a história registra que o rei medo-persa Artaxerxes emitiu o decreto autorizando a reconstrução de Jerusalém em 14 de março de 445 AC. Portanto, exatamente 173.880 dias após essa data, deveria nos levar a algum evento significativo na vida de Jesus em que Ele seria apresentado à nação de Israel como o Messias.
3. A Matemática da Profecia
A. As Primeiras Sete Semanas
Se você estudar o livro de Neemias, verá o relato da migração dos judeus para reconstruírem Jerusalém após o decreto de Artaxerxes. Neemias assumiu a liderança dos esforços para a reconstrução, que foi realizada com tantas dificuldades e sob tantas ameaças dos inimigos, que os construtores carregavam espadas na cintura enquanto trabalhavam na reedificação dos muros. Assim, a profecia do verso 25b foi cumprida: "as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos".
Esse esforço começou em 445 AC e culminou em 396, exatamente 49 anos, conforme profetizado.
B. O Segundo Período (62 Semanas de Anos, ou 483 anos)
Daniel 9:26 fala sobre o "Ungido", que viria após esse período de tempo e que seria morto. Os estudiosos mais conservadores compreendem que essa passagem se refere a Jesus Cristo, não no seu nascimento, mas em sua apresentação como o Príncipe, o Messias. [2]. "Existem dois eventos na vida de Cristo em que ele foi apresentado oficialmente. Um foi no seu batismo e o outro foi quando entrou triunfantemente em Jerusalém." [3] Esse último evento tornou-se conhecido como Domingo de Ramos. Quando ocorreu? O Messias Jesus veio a Jerusalém na Páscoa, em 6 de abril do ano 32 DC." [4].
C. Os dois períodos combinados (7+62=69 Semanas de Anos, ou 483 anos judaicos, ou 173.880 dias)
*
Quando contamos de 14 de março de 445 AC até 6 de abril de 32 DC, temos 477 anos e 24 dias. No entanto, precisamos deduzir um ano porque há somente um ano entre 1 AC e 1 DC. Isso nos dá 476 anos e 24 dias, ou 173.764 dias.
*
Em seguida, precisamos adicionar 119 dias referentes aos anos bissextos durante esse período de 476 anos (476 dividido por 4). Agora, temos 173.883 dias.
*
No entanto, existe uma pequena imprecisão no calendário juliano quando comparado com o ano solar. O Observatório Real de Londres calcula que um ano juliano é 1/128 dias mais longo que o ano judaico solar. [Nota: É por esse motivo que os anos terminados em 00 não são bissextos, exceto quando divisíveis por 400.] Quando multiplicamos 476 por 1/128, temos 3 dias. Subtraindo 3 do valor acima, chegamos a 173.880 dias [5].
Portanto, existem exatamente 69 Semanas de Anos (173.880 dias) entre o decreto do rei Artaxerxes, que permitiu a reconstrução de Jerusalém, até o Domingo de Ramos, em 6 de abril de 32 DC!! Deus anunciou o dia em que o Messias se apresentaria a Israel como seu Rei! Vemos esse evento registrado em Mateus 21:1-11.
Agora, chegamos ao próximo ponto: Deus anunciou de uma forma maravilhosa a Daniel o dia exato em que o Messias se apresentaria como Rei. Os magos certamente conheciam essa profecia e toda a reputação de Daniel como profeta. Portanto, antes do nascimento de Jesus, eles estavam aguardando, pois sabiam que estavam vivendo dentro de um período de menos de 40 anos da data profetizada. Se alguém fosse se apresentar como Messias em trinta anos ou pouco mais, precisaria nascer por aquela época. Assim, os magos estavam procurando um sinal que indicasse o nascimento do Messias. O Espírito Santo também não estava deixando nada acontecer por acaso, e criou a expectativa nas mentes desses magos, fazendo-os compreender o que estavam prestes a observar nos céus.
Até mesmo os presentes que os magos levaram para Jesus sugere que tinham estudado bem a profecia de Daniel. Considere o que eles ofereceram:
1.
Ouro — Daniel 9:25 diz que o Messias Ungido seria um "príncipe". O termo indica realeza, um rei. Ouro era o presente perfeito para oferecer a um rei.
2.
Incenso — Deus estipulou em Êxodo 30:34-36 que o incenso seria preparado para o propósito de fumigação sacrificial" [6] Jesus Cristo foi morto no Calvário como o sacrifício perfeito que seria aceitável a Deus para tirar os pecados de todos os que o aceitarem. A profecia de Daniel revela esse aspecto sacrificial? Sim!! Em 9:26, Deus diz que o Messias seria "morto" (morto sacrificialmente). É interessante que o incenso também era usado pelos sacerdotes no serviço no templo. Portanto, esse presente de incenso também aponta para Jesus Cristo como o Sumo Sacerdote final, um cargo que Ele assumiu após sua ascensão aos céus.
3.
Mirra — Os judeus usavam a mirra para embalsamar os corpos nos preparativos para o enterro. [7] Novamente, o verso citado anteriormente também deve ter dado uma indicação aos magos sobre quais presentes oferecer.
É extremamente interessante que dois dos presentes que os magos ofereceram ao menino Jesus estejam relacionados com Sua morte e sepultamento. A profecia de Daniel continha todas as informações que os magos precisavam para escolher os presentes a dar.
A segunda pergunta é por que os líderes espirituais de Israel negligenciaram completamente essa profecia, enquanto que os magos pagãos estavam atentos a ela? A resposta é na verdade bem simples. Vários séculos antes de Cristo nascer, os líderes judeus começaram a aceitar e a propagar dois ensinos terrivelmente errôneos. Primeiro, ensinavam que as Santas Escrituras não deveriam ser interpretadas literalmente, pois não eram totalmente inspiradas por Deus e, portanto, continham erros. Segundo, ensinavam que as profecias não deviam ser interpretadas literalmente, mas deveriam ser espiritualizadas. Os livros proféticos, como Daniel, não eram lidos mais, pois continham muitas profecias. Após a passagem de várias gerações, essa interpretação ficou solidificada, e os líderes espirituais no tempo de Jesus desconheciam completamente essa profecia. Assim, "não conheceram o tempo da sua visitação".
O significado deste estudo para os dias de hoje é simples e óbvio. O mesmo ensino errôneo que nega a inspiração e a inerrância das Escrituras está sendo propagado nos dias atuais. A maioria das pessoas não sabe que mais de trezentas profecias referentes à segunda vinda de Jesus Cristo já se cumpriram ou estão sendo cumpridas. Essas pessoas não sabem que isso nunca ocorreu antes. Portanto, muitas pessoas estão negligenciando e perderão a Segunda Visitação de Jesus Cristo, correndo assim grande perigo espiritual.
Jesus disse enfaticamente que aqueles que conhecem a profecias sobre sua segunda vinda poderão saber quando Ele estará às portas [Mateus 24:33]. Ele também nos disse qual tipo de atitude precisamos ter ao virmos a proximidade da Sua segunda vinda; em Marcos 13:37, Ele disse: "E as coisas que vos digo, digo-as a todos: Vigiai." Isso significa que cada um de nós deve estar testemunhando ativamente para seus colegas de trabalho e amigos; devemos estar atentos aos eventos mundiais, e devemos ler nossas Bíblias diariamente, para que o Espírito Santo nos mantenha fiéis a Jesus Cristo, ao entrarmos nesta época de tanta enganação espiritual.
No entanto, precisamos também aplicar outro ensino que aprendemos com essa profecia das setenta semanas: Deus é meticuloso no cumprimento de todas suas profecias. Ele nos diz:
"Buscai no livro do Senhor, e lede; nenhuma destas coisas faltará, ninguém faltará com a sua companheira; porque a minha boca tem ordenado, e o seu espírito mesmo as tem ajuntado." [Isaías 34:16].
Nem uma das profecias de Deus falhará, de modo que Ele nos instrui a "buscar" as profecias aplicáveis para que as conheçamos e não sejamos surpreendidos quando elas forem cumpridas.
Além disso, Deus cumprirá todas as profecias referentes ao fim dos tempos com a mesma precisão que demonstrou na profecia das Setenta Semanas; no entanto, em sua soberana vontade, decidiu não revelar a data exata em que o Anticristo aparecerá. Jesus nos disse que conheceremos a estação quando virmos o cumprimento de todas as profecias referentes ao fim dos tempos. Neste fim dos tempos, precisamos deixar que Deus decida a data exata para os acontecimentos finais.
Entretanto, em toda a parte, as pessoas estão pressionando os ministérios que lidam com assuntos proféticos a marcar datas. Estamos tão ansiosos para saber o que não podemos saber que provavelmente ficaremos desanimados se uma data falsa para um evento passar sem que ele aconteça. Precisamos estar alertas, observar, e estar ativos trabalhando para Jesus Cristo, ao vermos as profecias bíblicas se cumprirem ou o cenário ser armado para o cumprimento delas. Todavia, precisamos ser pacientes e permitir que Deus tenha o controle das datas neste fim dos tempos.
Tentar marcar datas para os acontecimentos é cair em uma armadilha do Diabo. Sabemos que as pessoas perdem o ânimo com facilidade, e sabemos como o povo de Deus está ansioso para ser arrebatado e estar com Cristo nos céus. Portanto, Deus sabe que se estivermos agoniados, preocupados com certa data, poderemos ser grandemente desencorajados, e algumas pessoas poderão até perder a fé.
A data de 6 de dezembro de 1999, definida pelos Illuminati para a ignição do planeta Júpiter é um bom exemplo. [Nota de A Espada do Espírito: Em alguns artigos publicados em 1999, a Cutting Edge mencionou que a sonda espacial Galileo estava a caminho de Júpiter transportando uma carga de plutônio. A detonação dessa carga poderia fazer com que Júpiter, que é um planeta gasoso, acendesse, transformando-se em uma pequena estrela.] Embora tenhamos dito repetidamente que essa data tinha sido fixada pelos Illuminati, muitas pessoas nos enviaram mensagens de correio eletrônico, pensando que tínhamos fixado essa data. Nós simplesmente informamos que os Illuminati estavam planejando criar um grande sinal nos céus e tinham escolhido aquela data. A principal razão pela qual Júpiter não se acendeu e não se transformou em uma pequena estrela foi que não estava no tempo previsto por Deus. Pode ser que no futuro Júpiter venha a ser aceso, se Deus assim permitir que os Illuminati anunciem a chegada do Anticristo.
Precisamos aguardar com paciência a segunda vinda do nosso Senhor, "negociando até que ele volte". [Lucas 19:13].
Até que Jesus Cristo volte para nos buscar, vivamos triunfantemente nossas vidas cristãs de acordo com as premissas deste poema:
A Comunidade dos Destemidos
Pertenço à comunidade dos destemidos. Tenho o poder do Espírito Santo. Minha decisão está tomada.
Já dei o passo à frente, não vou olhar para trás, nem parar, nem reduzir a marcha, nem ficar inerte.
Meu passado está redimido; meu presente faz sentido; meu futuro está garantido.
Não quero mais a mediocridade, nem os joelhos macios ou as distrações tolas.
Não estou mais interessado em prosperidade, riquezas, dinheiro, sucesso, fama ou promoções.
Não preciso mais estar sempre com a razão, ser o primeiro, ser reconhecido, admirado ou recompensado.
Agora vivo pela fé, descanso no poder do meu Senhor, motivado pela oração e trabalhando sob Sua direção.
Sigo com perseverança no caminho estreito e difícil. Os companheiros são poucos, mas meu guia é confiável e a missão é clara.
Ninguém conseguirá me seduzir, iludir, distrair, retardar ou fazer contemporizar.
Não vou desistir, não vou me calar, nem parar, até que tenha feito tudo o que posso pela causa de Cristo.
Sou um discípulo de Jesus. Preciso prosseguir até que Ele volte, dar tudo o que tenho e pregar até que todos O conheçam.
Quando Ele vier para os seus, encontrará meu estandarte bem levantado.
Amém. Vem depressa, Senhor Jesus Cristo!!
Estamos muito próximos do momento em que Jesus Cristo virá buscar Sua igreja para que não precisemos passar pela Tribulação. Se você não está desejando ansiosamente o Arrebatamento, talvez seja porque ainda não tenha obtido a salvação. Abra seu coração para Jesus Cristo ainda hoje.
Notas de Rodapé
1. "Dictionary of the Bible", editado por William Smith, The S. S. Scranton Company, 1904 pág. 501
2. John MacArthur Jr., "The Future of Israel", Word of Grace Communications, pág. 21
3. Ibidem
4. Ibidem
5. Ibidem, pág. 22
6. Loc. cit. pág. 273
7. Ibidem pág. 592
post by: janio ires.
Como eles podiam saber algo sobre o recente nascimento do Messias judeu que tinha sido profetizado por tanto tempo? Quando avançamos 33 anos no tempo, vemos Jesus chorando pelo povo de Jerusalém, pois não o reconheceram como o Messias. Ele disse:
"... Ah! se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos. Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todos os lados; e te derrubarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação." [Lucas 19:42-44].
Mostraremos que Jesus tinha todo o direito de esperar que as pessoas soubessem quando Ele apareceria, pois esse segredo precioso tinha sido revelado ao profeta Daniel mais de 500 anos antes.
A Profecia Mais Importante de Toda a Bíblia
O fato de Daniel ser um funcionário graduado no governo babilônio é muito significativo no nosso estudo, pois somente os oficiais graduados e os líderes religiosos importantes daquele tempo tinham acesso aos livros, pois não havia imprensa, somente manuscritos. Os sábios que foram visitar o menino Jesus eram estudiosos e, portanto, tinham acesso aos escritos de Daniel. Além disso, eram magos, uma ordem da religião pagã de Zoroastro, na Média e na Pérsia. [1] Os magos eram antigos intérpretes dos sonhos e eram astrólogos (prognosticadores), encantadores, feiticeiros e mágicos. O rei os chamava de "sábios", pois eles o convenceram que podiam oferecer bons conselhos e interpretar seus sonhos. Hoje, entretanto, nós os chamaríamos de feiticeiros. Sempre que um rei pagão conquistava outra nação, ele tomava os melhores jovens e os melhores "sábios" e os levava para sua corte, para orientá-lo.
Na Bíblia, vemos os magos na corte do rei babilônio Nabucodonosor. Na verdade, os magos tinham muito respeito por Daniel, pois ele salvou as vidas dos magos do seu tempo. Você deve lembrar a história:
O rei Nabucodonosor teve um sonho terrível, dado por Deus, e ficou muito perturbado. No entanto, ele não conseguia se lembrar do sonho e nem sabia o que significava. O rei convocou todos os magos, incluindo Daniel, e exigiu que eles lhe dissessem qual tinha sido o sonho e qual era a interpretação. Ele os ameaçou de morte se não lhe dissessem qual tinha sido o sonho e o que significava. Quando os soldados foram cumprir a ordem do rei de matar todos os magos, Daniel pediu mais um prazo. Após muita oração de Daniel e de seus três companheiros, Hananias, Misael e Azarias, Deus revelou o sonho a Daniel e o rei Nabucodonosor poupou a vida dos magos. [Daniel 2:1-19].
Daquele momento em diante, os magos reverenciaram muito Daniel, pela grande visão que recebera de Deus. Provavelmente, eles não creram em Deus como o único Deus do universo; mas em vez disso, creram que era o mais poderoso daquele tempo e, certamente, muito poderoso em qualquer época. No entanto, ainda continuaram sendo politeístas.
Os magos que visitaram o menino Jesus conheciam os escritos de Daniel, sem dúvida tinham cópias do seu livro e conheciam a profecia das setenta semanas. Quando a estrela apareceu no céu, eles sabiam que estava na época para aquela profecia se cumprir. Quando viram a estrela, seu conhecimento daquela profecia incrivelmente precisa, mais a ação motivadora do Espírito Santo, fez com que embarcassem em uma longa jornada até Israel para prestar homenagem ao Messias judeu.
Vamos agora considerar essa impressionante profecia do maravilhoso livro de Daniel.
Vamos estudar a profecia referente ao tempo da vinda de Jesus Cristo, dada com detalhes inacreditáveis quase 500 anos antes de Ele nascer. Você verá que Deus anunciou o dia exato em que Jesus se apresentaria aos judeus como o longamente aguardado Messias! [cumprido ao pé da letra em Mateus 21:1-11].
Uma Profecia Inigualável
"Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações." [Daniel 9:24-26].
A semana mencionada no verso 27, refere-se à última semana de anos, um período que chamamos de Tribulação.
O termo "semana" referindo-se a sete anos era comum entre os judeus. O termo vem da ordem de Deus em Levítico 25:1-7 para cultivar um campo por seis anos, permitindo que descanse no sétimo ano. Esse período de sete anos veio a ser conhecido como "semana de anos". Portanto, Setenta Semanas (de Anos) são 490 anos.
Observe que essa profecia contém três partes:
1. Sete semanas de anos (49 anos)
2. Sessenta e duas semanas de anos (434 anos)
3. Uma semana de anos (7 anos)
No ponto exato na história quando as 7+62 Semanas de Anos se cumpriram, Israel podia esperar que o Messias se apresentasse. Que grande notícia! Isso significava que Israel não poderia deixar de perder o Messias! Tudo o que os israelitas precisavam fazer era contar, acompanhar os eventos atuais que se desdobravam e conhecer essa profecia.
Este estudo mostra-nos várias coisas:
1. Que os magos sabiam que o tempo da vinda do Messias estava próximo.
2. Por que Israel deixou de esperar o Messias.
3. Como isso se aplica a nós hoje.
Vamos agora considerar o significado da profecia:
1. Duração da Profecia
Essa profecia estipulava que o Messias seria apresentado a Israel e que seria morto após a passagem de 69 semanas de anos desde o ponto inicial. Quando multiplicamos 69x7, compreendemos que o tempo envolvido aqui é igual a 483 anos. Como no calendário judaico lunar o ano tem 360 dias, podemos facilmente ver que Deus está falando sobre 173.880 dias. Portanto, podemos esperar que 173.880 dias após o período inicial dado na profecia, o Messias se apresentaria a Israel como o Rei.
2. Ponto Inicial da Profecia (Daniel 9:25a)
Neste verso, Deus disse que a profecia iniciaria "desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém..." Quando Deus deu essa profecia a Daniel, Israel estava cativo na Babilônia; no entanto, Deus já tinha anunciado anteriormente, por meio do profeta Jeremias, que esse cativeiro duraria setenta anos. Esse período de setenta anos estava terminando rapidamente; na verdade a história registra que o rei medo-persa Artaxerxes emitiu o decreto autorizando a reconstrução de Jerusalém em 14 de março de 445 AC. Portanto, exatamente 173.880 dias após essa data, deveria nos levar a algum evento significativo na vida de Jesus em que Ele seria apresentado à nação de Israel como o Messias.
3. A Matemática da Profecia
A. As Primeiras Sete Semanas
Se você estudar o livro de Neemias, verá o relato da migração dos judeus para reconstruírem Jerusalém após o decreto de Artaxerxes. Neemias assumiu a liderança dos esforços para a reconstrução, que foi realizada com tantas dificuldades e sob tantas ameaças dos inimigos, que os construtores carregavam espadas na cintura enquanto trabalhavam na reedificação dos muros. Assim, a profecia do verso 25b foi cumprida: "as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos".
Esse esforço começou em 445 AC e culminou em 396, exatamente 49 anos, conforme profetizado.
B. O Segundo Período (62 Semanas de Anos, ou 483 anos)
Daniel 9:26 fala sobre o "Ungido", que viria após esse período de tempo e que seria morto. Os estudiosos mais conservadores compreendem que essa passagem se refere a Jesus Cristo, não no seu nascimento, mas em sua apresentação como o Príncipe, o Messias. [2]. "Existem dois eventos na vida de Cristo em que ele foi apresentado oficialmente. Um foi no seu batismo e o outro foi quando entrou triunfantemente em Jerusalém." [3] Esse último evento tornou-se conhecido como Domingo de Ramos. Quando ocorreu? O Messias Jesus veio a Jerusalém na Páscoa, em 6 de abril do ano 32 DC." [4].
C. Os dois períodos combinados (7+62=69 Semanas de Anos, ou 483 anos judaicos, ou 173.880 dias)
*
Quando contamos de 14 de março de 445 AC até 6 de abril de 32 DC, temos 477 anos e 24 dias. No entanto, precisamos deduzir um ano porque há somente um ano entre 1 AC e 1 DC. Isso nos dá 476 anos e 24 dias, ou 173.764 dias.
*
Em seguida, precisamos adicionar 119 dias referentes aos anos bissextos durante esse período de 476 anos (476 dividido por 4). Agora, temos 173.883 dias.
*
No entanto, existe uma pequena imprecisão no calendário juliano quando comparado com o ano solar. O Observatório Real de Londres calcula que um ano juliano é 1/128 dias mais longo que o ano judaico solar. [Nota: É por esse motivo que os anos terminados em 00 não são bissextos, exceto quando divisíveis por 400.] Quando multiplicamos 476 por 1/128, temos 3 dias. Subtraindo 3 do valor acima, chegamos a 173.880 dias [5].
Portanto, existem exatamente 69 Semanas de Anos (173.880 dias) entre o decreto do rei Artaxerxes, que permitiu a reconstrução de Jerusalém, até o Domingo de Ramos, em 6 de abril de 32 DC!! Deus anunciou o dia em que o Messias se apresentaria a Israel como seu Rei! Vemos esse evento registrado em Mateus 21:1-11.
Agora, chegamos ao próximo ponto: Deus anunciou de uma forma maravilhosa a Daniel o dia exato em que o Messias se apresentaria como Rei. Os magos certamente conheciam essa profecia e toda a reputação de Daniel como profeta. Portanto, antes do nascimento de Jesus, eles estavam aguardando, pois sabiam que estavam vivendo dentro de um período de menos de 40 anos da data profetizada. Se alguém fosse se apresentar como Messias em trinta anos ou pouco mais, precisaria nascer por aquela época. Assim, os magos estavam procurando um sinal que indicasse o nascimento do Messias. O Espírito Santo também não estava deixando nada acontecer por acaso, e criou a expectativa nas mentes desses magos, fazendo-os compreender o que estavam prestes a observar nos céus.
Até mesmo os presentes que os magos levaram para Jesus sugere que tinham estudado bem a profecia de Daniel. Considere o que eles ofereceram:
1.
Ouro — Daniel 9:25 diz que o Messias Ungido seria um "príncipe". O termo indica realeza, um rei. Ouro era o presente perfeito para oferecer a um rei.
2.
Incenso — Deus estipulou em Êxodo 30:34-36 que o incenso seria preparado para o propósito de fumigação sacrificial" [6] Jesus Cristo foi morto no Calvário como o sacrifício perfeito que seria aceitável a Deus para tirar os pecados de todos os que o aceitarem. A profecia de Daniel revela esse aspecto sacrificial? Sim!! Em 9:26, Deus diz que o Messias seria "morto" (morto sacrificialmente). É interessante que o incenso também era usado pelos sacerdotes no serviço no templo. Portanto, esse presente de incenso também aponta para Jesus Cristo como o Sumo Sacerdote final, um cargo que Ele assumiu após sua ascensão aos céus.
3.
Mirra — Os judeus usavam a mirra para embalsamar os corpos nos preparativos para o enterro. [7] Novamente, o verso citado anteriormente também deve ter dado uma indicação aos magos sobre quais presentes oferecer.
É extremamente interessante que dois dos presentes que os magos ofereceram ao menino Jesus estejam relacionados com Sua morte e sepultamento. A profecia de Daniel continha todas as informações que os magos precisavam para escolher os presentes a dar.
A segunda pergunta é por que os líderes espirituais de Israel negligenciaram completamente essa profecia, enquanto que os magos pagãos estavam atentos a ela? A resposta é na verdade bem simples. Vários séculos antes de Cristo nascer, os líderes judeus começaram a aceitar e a propagar dois ensinos terrivelmente errôneos. Primeiro, ensinavam que as Santas Escrituras não deveriam ser interpretadas literalmente, pois não eram totalmente inspiradas por Deus e, portanto, continham erros. Segundo, ensinavam que as profecias não deviam ser interpretadas literalmente, mas deveriam ser espiritualizadas. Os livros proféticos, como Daniel, não eram lidos mais, pois continham muitas profecias. Após a passagem de várias gerações, essa interpretação ficou solidificada, e os líderes espirituais no tempo de Jesus desconheciam completamente essa profecia. Assim, "não conheceram o tempo da sua visitação".
O significado deste estudo para os dias de hoje é simples e óbvio. O mesmo ensino errôneo que nega a inspiração e a inerrância das Escrituras está sendo propagado nos dias atuais. A maioria das pessoas não sabe que mais de trezentas profecias referentes à segunda vinda de Jesus Cristo já se cumpriram ou estão sendo cumpridas. Essas pessoas não sabem que isso nunca ocorreu antes. Portanto, muitas pessoas estão negligenciando e perderão a Segunda Visitação de Jesus Cristo, correndo assim grande perigo espiritual.
Jesus disse enfaticamente que aqueles que conhecem a profecias sobre sua segunda vinda poderão saber quando Ele estará às portas [Mateus 24:33]. Ele também nos disse qual tipo de atitude precisamos ter ao virmos a proximidade da Sua segunda vinda; em Marcos 13:37, Ele disse: "E as coisas que vos digo, digo-as a todos: Vigiai." Isso significa que cada um de nós deve estar testemunhando ativamente para seus colegas de trabalho e amigos; devemos estar atentos aos eventos mundiais, e devemos ler nossas Bíblias diariamente, para que o Espírito Santo nos mantenha fiéis a Jesus Cristo, ao entrarmos nesta época de tanta enganação espiritual.
No entanto, precisamos também aplicar outro ensino que aprendemos com essa profecia das setenta semanas: Deus é meticuloso no cumprimento de todas suas profecias. Ele nos diz:
"Buscai no livro do Senhor, e lede; nenhuma destas coisas faltará, ninguém faltará com a sua companheira; porque a minha boca tem ordenado, e o seu espírito mesmo as tem ajuntado." [Isaías 34:16].
Nem uma das profecias de Deus falhará, de modo que Ele nos instrui a "buscar" as profecias aplicáveis para que as conheçamos e não sejamos surpreendidos quando elas forem cumpridas.
Além disso, Deus cumprirá todas as profecias referentes ao fim dos tempos com a mesma precisão que demonstrou na profecia das Setenta Semanas; no entanto, em sua soberana vontade, decidiu não revelar a data exata em que o Anticristo aparecerá. Jesus nos disse que conheceremos a estação quando virmos o cumprimento de todas as profecias referentes ao fim dos tempos. Neste fim dos tempos, precisamos deixar que Deus decida a data exata para os acontecimentos finais.
Entretanto, em toda a parte, as pessoas estão pressionando os ministérios que lidam com assuntos proféticos a marcar datas. Estamos tão ansiosos para saber o que não podemos saber que provavelmente ficaremos desanimados se uma data falsa para um evento passar sem que ele aconteça. Precisamos estar alertas, observar, e estar ativos trabalhando para Jesus Cristo, ao vermos as profecias bíblicas se cumprirem ou o cenário ser armado para o cumprimento delas. Todavia, precisamos ser pacientes e permitir que Deus tenha o controle das datas neste fim dos tempos.
Tentar marcar datas para os acontecimentos é cair em uma armadilha do Diabo. Sabemos que as pessoas perdem o ânimo com facilidade, e sabemos como o povo de Deus está ansioso para ser arrebatado e estar com Cristo nos céus. Portanto, Deus sabe que se estivermos agoniados, preocupados com certa data, poderemos ser grandemente desencorajados, e algumas pessoas poderão até perder a fé.
A data de 6 de dezembro de 1999, definida pelos Illuminati para a ignição do planeta Júpiter é um bom exemplo. [Nota de A Espada do Espírito: Em alguns artigos publicados em 1999, a Cutting Edge mencionou que a sonda espacial Galileo estava a caminho de Júpiter transportando uma carga de plutônio. A detonação dessa carga poderia fazer com que Júpiter, que é um planeta gasoso, acendesse, transformando-se em uma pequena estrela.] Embora tenhamos dito repetidamente que essa data tinha sido fixada pelos Illuminati, muitas pessoas nos enviaram mensagens de correio eletrônico, pensando que tínhamos fixado essa data. Nós simplesmente informamos que os Illuminati estavam planejando criar um grande sinal nos céus e tinham escolhido aquela data. A principal razão pela qual Júpiter não se acendeu e não se transformou em uma pequena estrela foi que não estava no tempo previsto por Deus. Pode ser que no futuro Júpiter venha a ser aceso, se Deus assim permitir que os Illuminati anunciem a chegada do Anticristo.
Precisamos aguardar com paciência a segunda vinda do nosso Senhor, "negociando até que ele volte". [Lucas 19:13].
Até que Jesus Cristo volte para nos buscar, vivamos triunfantemente nossas vidas cristãs de acordo com as premissas deste poema:
A Comunidade dos Destemidos
Pertenço à comunidade dos destemidos. Tenho o poder do Espírito Santo. Minha decisão está tomada.
Já dei o passo à frente, não vou olhar para trás, nem parar, nem reduzir a marcha, nem ficar inerte.
Meu passado está redimido; meu presente faz sentido; meu futuro está garantido.
Não quero mais a mediocridade, nem os joelhos macios ou as distrações tolas.
Não estou mais interessado em prosperidade, riquezas, dinheiro, sucesso, fama ou promoções.
Não preciso mais estar sempre com a razão, ser o primeiro, ser reconhecido, admirado ou recompensado.
Agora vivo pela fé, descanso no poder do meu Senhor, motivado pela oração e trabalhando sob Sua direção.
Sigo com perseverança no caminho estreito e difícil. Os companheiros são poucos, mas meu guia é confiável e a missão é clara.
Ninguém conseguirá me seduzir, iludir, distrair, retardar ou fazer contemporizar.
Não vou desistir, não vou me calar, nem parar, até que tenha feito tudo o que posso pela causa de Cristo.
Sou um discípulo de Jesus. Preciso prosseguir até que Ele volte, dar tudo o que tenho e pregar até que todos O conheçam.
Quando Ele vier para os seus, encontrará meu estandarte bem levantado.
Amém. Vem depressa, Senhor Jesus Cristo!!
Estamos muito próximos do momento em que Jesus Cristo virá buscar Sua igreja para que não precisemos passar pela Tribulação. Se você não está desejando ansiosamente o Arrebatamento, talvez seja porque ainda não tenha obtido a salvação. Abra seu coração para Jesus Cristo ainda hoje.
Notas de Rodapé
1. "Dictionary of the Bible", editado por William Smith, The S. S. Scranton Company, 1904 pág. 501
2. John MacArthur Jr., "The Future of Israel", Word of Grace Communications, pág. 21
3. Ibidem
4. Ibidem
5. Ibidem, pág. 22
6. Loc. cit. pág. 273
7. Ibidem pág. 592
post by: janio ires.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
A cabana, cuidado nem tudo que reluz é ouro!
Autor convidado: Warren Smith
A Cabana está sendo descrito como um livro "cristão" e atualmente figura em primeiro lugar na lista dos livros mais vendidos do jornal The New York Times, na categoria Ficção. Muitos cristãos estão comprando múltiplas cópias para distribuir entre seus amigos e familiares. A Cabana parece ser uma história verídica, mas é obviamente uma ficção alegórica. O livro apresenta ideias e ensinos espirituais pós-modernos que desafiam o cristianismo bíblico — tudo em nome de "Deus", "Jesus" e "Espírito Santo". A apresentação alternativa do autor William P. Young do cristianismo tradicional inspirou muito de seus leitores, mas também deixou outros indignados.
Enquanto isso, o livro continua a ser um sucesso de vendas nas livrarias.
De forma muito parecida como A Profecia Celestina, do autor de Nova Era James Redfield, A Cabana é um veículo fictício para inverter certos conceitos religiosos e apresentar cenários espirituais contrários.
Os livros alegóricos podem ser um modo inteligente de apresentar a verdade. Eles também podem ser usados para apresentar coisas que parecem verdadeiras, mas que na realidade não são. Alguns livros como A Cabana fazem ambas as coisas.
Fui atraído ao Movimento de Nova Era anos atrás por livros e palestras que continham parábolas que não eram muito diferentes de A Cabana. Eles pareciam ser espiritualmente edificantes, pois tratavam de assuntos difíceis e falavam sobre o amor e o perdão de Deus. Eles pareciam oferecer aquilo que eu necessitava espiritualmente e me davam muita esperança e promessas. Com base na credibilidade que obtinham por meio de seus escritos inspirativos e tocantes, meus autores e instrutores de Nova Era passaram então a me dizer que "Deus" estava em tudo e em todos.
O autor William P. Young faz exatamente a mesma coisa em A Cabana. Ele usa uma história envolvente e tocante para eventualmente apresentar esse mesmo ensino que Deus está em todas as coisas.
Entretanto, estou avançando um pouco aqui. Permita-me primeiro fornecer um material de pano de fundo sobre essa doutrina-chave de Nova Era, que Deus está em todas as coisas. Um bom lugar para começar é com Eugene Peterson, o autor da controversa paráfrase A Mensagem. Afinal, o endosso entusiástico de Peterson ao livro A Cabana aparece logo abaixo do nome do autor na capa frontal.
Ironicamente, foi o endosso de Peterson que me fez suspeitar logo de início desse livro "cristão", que recebeu tanta publicidade e alcançou tanta vendagem. Em sua questionável paráfrase da Bíblia, Peterson já tinha se alinhado com diversos aspectos dos ensinos da Nova Era/Nova Espiritualidade. Um exemplo óbvio foi quando ele traduziu um verso-chave na Oração do Pai Nosso da seguinte forma: "Como é em cima, assim seja embaixo", em vez de "assim na terra como no céu". Eu estava muito familiarizado com essa expressão, "como é em cima assim seja embaixo" por causa de meu envolvimento anterior com o Movimento de Nova Era. Essa frase esotérica tem sido o cerne do ocultismo há quase cinco mil anos. Os metafísicos da Nova Era afirmam que ela é a chave para toda a magia e todos os mistérios. Ela significa que Deus não é somente transcendente — "que ele está lá em cima" — mas que também é imanente — que está em tudo e em todos.
Mas, como descobri imediatamente antes de abandonar os ensinos enganosos da Nova Era e aceitar a verdade do cristianismo bíblico, Deus não está em tudo e em todos. A Bíblia deixa bem claro que o homem não é divino e que também não é Deus (Ezequiel 28:2; Oséias 11:9; João 2:24-25, etc.). Em meu livro Deceived on Purpose: The New Age Implications of the Purpose-Driven Church (Enganados no Propósito: As Implicações de Nova Era da Igreja com Propósitos), citei como os editores do New Age Journal definiram a expressão "como é em cima, assim seja embaixo" no livro deles As Above, So Below:
"O que está em cima é como o que está embaixo.'" Esta máxima implica que o Deus transcendente além do universo físico e o Deus imanente dentro de nós são um só." [pág. 32].
Minha preocupação com o uso sem discernimento que Peterson faz da frase "O que está em cima é como o que está embaixo" na Oração do Pai Nosso foi reforçada quando o livro O Segredo, publicado em 2006, apresentava repetidamente essa mesma frase ocultista e de Nova Era. Na verdade, essa era a citação introdutória no início do livro. Apresentando imediatamente a frase "O que está em cima é como o que está embaixo", a autora Rhonda Byrne estava dizendo aos leitores em linguagem característica de Nova Era que "Deus está em todos e em tudo". Perto do fim do livro, a autora coloca em palavras mais práticas o que inicialmente quis dizer ao apresentar o conceito imanente de "O que está em cima é como o que está embaixo".
Na página 164 da edição original, O Segredo diz aos seus leitores: "Você é Deus em um corpo físico.".
Mais significativamente, em seu livro The Reapparance of the Christ and the Masters of Wisdom, o líder de Nova Era Benjamin Creme revela que uma Nova Religião Mundial será baseada nesse ensino fundamental de imanência "O que está em cima é como o que está embaixo" — a ideia de que Deus está em tudo e em todos:
"Mas eventualmente uma nova religião global será inaugurada e será uma fusão e síntese da abordagem do Oriente com a abordagem do Ocidente. O Cristo unirá, não somente o budismo e o cristianismo, mas o conceito do Deus transcendente — fora de Sua criação — e também o conceito do Deus imanente em toda a criação — no homem e em toda a criação." [pág. 88].
Alice Bailey, a matriarca da Nova Era, escreveu em seu livro The Reappearance of the Christ:
"... uma nova orientação para a divindade e a aceitação do fato do Deus Transcendente e Deus Imanente dentro de toda forma de vida. "Essas são verdades fundamentais sobre as quais a religião mundial do futuro estará baseada." [pág. 88].
Em um sermão no programa Hora do Poder, em 9 de novembro de 2003, apenas dois meses antes de participar como orador no encontro anual da Associação Nacional dos Evangélicos, o pastor Robert Schuller, ministro da Catedral de Cristal, alinhou-se, sem pejo algum, com esse mesmo ensino de Nova Era/Nova Religião Mundial. O homem que afirma ter sido mentor de milhares de pastores, incluindo Bill Hybels e Rick Warren, declarou:
"Você sabem que na teologia — perdoem-me por usar algumas palavras difíceis — mas na teologia o Deus em que cremos, esse Deus de Abraão, é um Deus transcendente. Mas ele também é um Deus imanente. Transcendente significa que ele está lá em cima, acima de todos nós. Mas, Deus também é um Deus imanente — a imanência de Deus e a transcendência de Deus — mas então você tem uma perspectiva equilibrada de Deus. A imanência de Deus significa aqui, em mim, em minha volta, na sociedade, no mundo, esse Deus está aqui, na humanidade, na ciência, nas artes, na sociologia, na política — a imanência de Deus... Sim, Deus está vivo e está em cada ser humano!"
Mas Deus não está em cada ser humano. Deus não está em todas as coisas. Uma das principais razões por que escrevi o livro Deceived on Purpose foi por que Rick Warren apresentou aos seus leitores esse mesmo ensino de que "Deus está em todas as coisas". Citando Efésios 4:6 em uma obviamente fajuta tradução New Century Bible, Rick Warren — deliberadamente ou não — estava ensinando aos milhões de seus leitores a doutrina fundamental da Nova Religião Mundial. Descrevendo Deus, em seu livro Uma Vida com Propósitos, ele escreveu:
"Ele comanda todas as coisas, está em todos os lugares e em todas as coisas"
Complicando um pouco mais as coisas, "imanência" foi ensinado como parte da Classe Fundamentos, na Igreja da Comunidade de Saddleback, da qual Rick Warren é pastor. Uma malfadada referência para imanência na página 46 do "Guia do Participante — Fundamentos de Saddleback", faz o jogo da Nova Espiritualidade/Religião Mundial ao dizer:
"O fato que Deus está acima e além de sua criação não significa que esteja fora da criação. Ele é tanto transcendente (acima e além de sua criação) e imanente (dentro e em toda sua criação)."
Toda essa discussão sobre imanência "Deus está em todas as coisas" é para explicar por que A Cabana é um livro enganoso. Ele ensina a mesma heresia. Esse livro afirma tentar lidar com as questões profundamente sensíveis relacionadas com o assassinato de uma menina. Por causa da forma intensamente pessoal de escrever do autor, a maioria dos leitores se envolve com o livro em um nível emocional e profundo. Entretanto, o uso que o autor faz de licença poética para transmitir suas interpretações espirituais altamente subjetivas e, na maioria das vezes, sem base bíblica, torna-se cada vez mais problemático à medida que a história avança. Isso é mais aparente quando ele usa a pessoa de "Jesus" para subitamente apresentar o ensino fundamental da Nova Espiritualidade/Nova Religião Global — Deus está em todas as coisas. Usando o termo de Nova Era "chão do ser" para descrever "Deus", o "Jesus" de A Cabana diz:
"Deus, que é o chão de todos os seres, habita dentro, em volta e por meio de todas as coisas..." [pág. 112; tradução nossa].
Esse falso ensino sobre um "Deus" que "habita dentro, em volta e no meio de todas as coisas" é o tipo de fermento de Nova Era que, se não for enfrentado, pode levedar a igreja e levá-la para a Nova Era/Nova Espiritualidade da Nova Religião Global que está sendo proposta. Embora muitas pessoas tenham expressado uma grande afeição emocional ao livro A Cabana e aos seus personagens — esse fermento somente já contamina todo o livro.
Claramente, o "Jesus" de A Cabana não é o Jesus Cristo da Bíblia. O apóstolo Paulo repreendeu os coríntios e os advertiu que estavam vulneráveis e extremamente susceptíveis a "outro Jesus", a "outro evangelho" e a "outro espírito", que não eram da parte de Deus (veja 2 Coríntios 2:11). Na Bíblia, o verdadeiro Jesus Cristo advertiu que a enganação espiritual seria um sinal antes de Seu retorno. Ele também advertiu que muitos viriam em Seu nome, fingindo ser Ele (veja Mateus 24:3-5,24).
Sem atribuir nenhuma má motivação a William Young e ao seu livro A Cabana, o uso que ele faz da criatividade espiritual parece dar um consentimento "cristão" à Nova Era/Nova Espiritualidade da proposta Nova Religião Global. A mistura que ele faz da verdade com o erro pode se tornar muito confusa para os leitores e Deus não é o autor da confusão (1 Coríntios 14:33).
O Dr. Harry Ironside, que foi pastor da Igreja Memorial Moody, em Chicago, de 1930 a 1948, enfatiza o fato que a verdade misturada com o erro resulta em "erro total" — uma direta refutação ao ensino da Igreja Emergente de querer encontrar a "verdade" em qualquer lugar em que ela possa ser encontrada — incluindo em livros como A Cabana. Ironside escreveu:
"O erro é como o fermento, a respeito do qual lemos: 'Um pouco de fermento leveda toda a massa.' A verdade misturada com o erro é equivalente ao erro total, exceto que tem uma aparência de inocência e, portanto, é mais perigosa. Deus detesta essa mistura! Qualquer erro, ou qualquer mistura da verdade com o erro, requer denúncia e rejeição. Apoiar o erro é ser infiel a Deus e à Sua Palavra e uma traição às almas que correm perigo, por quem Cristo morreu." [citado em The Berean Call, de abril de 2008].
A Cabana tocou os corações e as emoções de muitas pessoas. Embora existam muitos outros exemplos da liberalidade sem base bíblica do autor, apresentar o ensino herético de Nova Era que "Deus habita dentro, em volta e no meio de todas as coisas" é, por si só, suficiente para solapar totalmente qualquer valor que o livro poderia ter para os cristãos fiéis. Permitir ser levado por essa história, e ao mesmo tempo desconsiderar o fermento de Nova Era/Nova Espiritualidade do livro, é cair vítima da mistura de verdade com o erro que permeia A Cabana. Como o pastor Ironside advertiu, Deus detesta essa mistura.
Antes de comprar mais exemplares desse livro, os cristãos precisam entender o que esse autor está ensinando e o que eles estão passando adiante para seus amigos e para os outros cristãos.
Verdadeiramente, a apostasia espiritual do fim dos tempos está vindo sobre todo o mundo. e se nos crentes em Jesus Cristo não estivermos apercebidos, estaremos sendo complacentes com os enganos que cada vez mais, permea nossas Igrejas.Evangelho de Mt:24. v,12 E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará de quase todos. 13 Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo. 14 E será pregado este Evangelho do Reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim.MARANATA !!! post by: janio ires.
A Cabana está sendo descrito como um livro "cristão" e atualmente figura em primeiro lugar na lista dos livros mais vendidos do jornal The New York Times, na categoria Ficção. Muitos cristãos estão comprando múltiplas cópias para distribuir entre seus amigos e familiares. A Cabana parece ser uma história verídica, mas é obviamente uma ficção alegórica. O livro apresenta ideias e ensinos espirituais pós-modernos que desafiam o cristianismo bíblico — tudo em nome de "Deus", "Jesus" e "Espírito Santo". A apresentação alternativa do autor William P. Young do cristianismo tradicional inspirou muito de seus leitores, mas também deixou outros indignados.
Enquanto isso, o livro continua a ser um sucesso de vendas nas livrarias.
De forma muito parecida como A Profecia Celestina, do autor de Nova Era James Redfield, A Cabana é um veículo fictício para inverter certos conceitos religiosos e apresentar cenários espirituais contrários.
Os livros alegóricos podem ser um modo inteligente de apresentar a verdade. Eles também podem ser usados para apresentar coisas que parecem verdadeiras, mas que na realidade não são. Alguns livros como A Cabana fazem ambas as coisas.
Fui atraído ao Movimento de Nova Era anos atrás por livros e palestras que continham parábolas que não eram muito diferentes de A Cabana. Eles pareciam ser espiritualmente edificantes, pois tratavam de assuntos difíceis e falavam sobre o amor e o perdão de Deus. Eles pareciam oferecer aquilo que eu necessitava espiritualmente e me davam muita esperança e promessas. Com base na credibilidade que obtinham por meio de seus escritos inspirativos e tocantes, meus autores e instrutores de Nova Era passaram então a me dizer que "Deus" estava em tudo e em todos.
O autor William P. Young faz exatamente a mesma coisa em A Cabana. Ele usa uma história envolvente e tocante para eventualmente apresentar esse mesmo ensino que Deus está em todas as coisas.
Entretanto, estou avançando um pouco aqui. Permita-me primeiro fornecer um material de pano de fundo sobre essa doutrina-chave de Nova Era, que Deus está em todas as coisas. Um bom lugar para começar é com Eugene Peterson, o autor da controversa paráfrase A Mensagem. Afinal, o endosso entusiástico de Peterson ao livro A Cabana aparece logo abaixo do nome do autor na capa frontal.
Ironicamente, foi o endosso de Peterson que me fez suspeitar logo de início desse livro "cristão", que recebeu tanta publicidade e alcançou tanta vendagem. Em sua questionável paráfrase da Bíblia, Peterson já tinha se alinhado com diversos aspectos dos ensinos da Nova Era/Nova Espiritualidade. Um exemplo óbvio foi quando ele traduziu um verso-chave na Oração do Pai Nosso da seguinte forma: "Como é em cima, assim seja embaixo", em vez de "assim na terra como no céu". Eu estava muito familiarizado com essa expressão, "como é em cima assim seja embaixo" por causa de meu envolvimento anterior com o Movimento de Nova Era. Essa frase esotérica tem sido o cerne do ocultismo há quase cinco mil anos. Os metafísicos da Nova Era afirmam que ela é a chave para toda a magia e todos os mistérios. Ela significa que Deus não é somente transcendente — "que ele está lá em cima" — mas que também é imanente — que está em tudo e em todos.
Mas, como descobri imediatamente antes de abandonar os ensinos enganosos da Nova Era e aceitar a verdade do cristianismo bíblico, Deus não está em tudo e em todos. A Bíblia deixa bem claro que o homem não é divino e que também não é Deus (Ezequiel 28:2; Oséias 11:9; João 2:24-25, etc.). Em meu livro Deceived on Purpose: The New Age Implications of the Purpose-Driven Church (Enganados no Propósito: As Implicações de Nova Era da Igreja com Propósitos), citei como os editores do New Age Journal definiram a expressão "como é em cima, assim seja embaixo" no livro deles As Above, So Below:
"O que está em cima é como o que está embaixo.'" Esta máxima implica que o Deus transcendente além do universo físico e o Deus imanente dentro de nós são um só." [pág. 32].
Minha preocupação com o uso sem discernimento que Peterson faz da frase "O que está em cima é como o que está embaixo" na Oração do Pai Nosso foi reforçada quando o livro O Segredo, publicado em 2006, apresentava repetidamente essa mesma frase ocultista e de Nova Era. Na verdade, essa era a citação introdutória no início do livro. Apresentando imediatamente a frase "O que está em cima é como o que está embaixo", a autora Rhonda Byrne estava dizendo aos leitores em linguagem característica de Nova Era que "Deus está em todos e em tudo". Perto do fim do livro, a autora coloca em palavras mais práticas o que inicialmente quis dizer ao apresentar o conceito imanente de "O que está em cima é como o que está embaixo".
Na página 164 da edição original, O Segredo diz aos seus leitores: "Você é Deus em um corpo físico.".
Mais significativamente, em seu livro The Reapparance of the Christ and the Masters of Wisdom, o líder de Nova Era Benjamin Creme revela que uma Nova Religião Mundial será baseada nesse ensino fundamental de imanência "O que está em cima é como o que está embaixo" — a ideia de que Deus está em tudo e em todos:
"Mas eventualmente uma nova religião global será inaugurada e será uma fusão e síntese da abordagem do Oriente com a abordagem do Ocidente. O Cristo unirá, não somente o budismo e o cristianismo, mas o conceito do Deus transcendente — fora de Sua criação — e também o conceito do Deus imanente em toda a criação — no homem e em toda a criação." [pág. 88].
Alice Bailey, a matriarca da Nova Era, escreveu em seu livro The Reappearance of the Christ:
"... uma nova orientação para a divindade e a aceitação do fato do Deus Transcendente e Deus Imanente dentro de toda forma de vida. "Essas são verdades fundamentais sobre as quais a religião mundial do futuro estará baseada." [pág. 88].
Em um sermão no programa Hora do Poder, em 9 de novembro de 2003, apenas dois meses antes de participar como orador no encontro anual da Associação Nacional dos Evangélicos, o pastor Robert Schuller, ministro da Catedral de Cristal, alinhou-se, sem pejo algum, com esse mesmo ensino de Nova Era/Nova Religião Mundial. O homem que afirma ter sido mentor de milhares de pastores, incluindo Bill Hybels e Rick Warren, declarou:
"Você sabem que na teologia — perdoem-me por usar algumas palavras difíceis — mas na teologia o Deus em que cremos, esse Deus de Abraão, é um Deus transcendente. Mas ele também é um Deus imanente. Transcendente significa que ele está lá em cima, acima de todos nós. Mas, Deus também é um Deus imanente — a imanência de Deus e a transcendência de Deus — mas então você tem uma perspectiva equilibrada de Deus. A imanência de Deus significa aqui, em mim, em minha volta, na sociedade, no mundo, esse Deus está aqui, na humanidade, na ciência, nas artes, na sociologia, na política — a imanência de Deus... Sim, Deus está vivo e está em cada ser humano!"
Mas Deus não está em cada ser humano. Deus não está em todas as coisas. Uma das principais razões por que escrevi o livro Deceived on Purpose foi por que Rick Warren apresentou aos seus leitores esse mesmo ensino de que "Deus está em todas as coisas". Citando Efésios 4:6 em uma obviamente fajuta tradução New Century Bible, Rick Warren — deliberadamente ou não — estava ensinando aos milhões de seus leitores a doutrina fundamental da Nova Religião Mundial. Descrevendo Deus, em seu livro Uma Vida com Propósitos, ele escreveu:
"Ele comanda todas as coisas, está em todos os lugares e em todas as coisas"
Complicando um pouco mais as coisas, "imanência" foi ensinado como parte da Classe Fundamentos, na Igreja da Comunidade de Saddleback, da qual Rick Warren é pastor. Uma malfadada referência para imanência na página 46 do "Guia do Participante — Fundamentos de Saddleback", faz o jogo da Nova Espiritualidade/Religião Mundial ao dizer:
"O fato que Deus está acima e além de sua criação não significa que esteja fora da criação. Ele é tanto transcendente (acima e além de sua criação) e imanente (dentro e em toda sua criação)."
Toda essa discussão sobre imanência "Deus está em todas as coisas" é para explicar por que A Cabana é um livro enganoso. Ele ensina a mesma heresia. Esse livro afirma tentar lidar com as questões profundamente sensíveis relacionadas com o assassinato de uma menina. Por causa da forma intensamente pessoal de escrever do autor, a maioria dos leitores se envolve com o livro em um nível emocional e profundo. Entretanto, o uso que o autor faz de licença poética para transmitir suas interpretações espirituais altamente subjetivas e, na maioria das vezes, sem base bíblica, torna-se cada vez mais problemático à medida que a história avança. Isso é mais aparente quando ele usa a pessoa de "Jesus" para subitamente apresentar o ensino fundamental da Nova Espiritualidade/Nova Religião Global — Deus está em todas as coisas. Usando o termo de Nova Era "chão do ser" para descrever "Deus", o "Jesus" de A Cabana diz:
"Deus, que é o chão de todos os seres, habita dentro, em volta e por meio de todas as coisas..." [pág. 112; tradução nossa].
Esse falso ensino sobre um "Deus" que "habita dentro, em volta e no meio de todas as coisas" é o tipo de fermento de Nova Era que, se não for enfrentado, pode levedar a igreja e levá-la para a Nova Era/Nova Espiritualidade da Nova Religião Global que está sendo proposta. Embora muitas pessoas tenham expressado uma grande afeição emocional ao livro A Cabana e aos seus personagens — esse fermento somente já contamina todo o livro.
Claramente, o "Jesus" de A Cabana não é o Jesus Cristo da Bíblia. O apóstolo Paulo repreendeu os coríntios e os advertiu que estavam vulneráveis e extremamente susceptíveis a "outro Jesus", a "outro evangelho" e a "outro espírito", que não eram da parte de Deus (veja 2 Coríntios 2:11). Na Bíblia, o verdadeiro Jesus Cristo advertiu que a enganação espiritual seria um sinal antes de Seu retorno. Ele também advertiu que muitos viriam em Seu nome, fingindo ser Ele (veja Mateus 24:3-5,24).
Sem atribuir nenhuma má motivação a William Young e ao seu livro A Cabana, o uso que ele faz da criatividade espiritual parece dar um consentimento "cristão" à Nova Era/Nova Espiritualidade da proposta Nova Religião Global. A mistura que ele faz da verdade com o erro pode se tornar muito confusa para os leitores e Deus não é o autor da confusão (1 Coríntios 14:33).
O Dr. Harry Ironside, que foi pastor da Igreja Memorial Moody, em Chicago, de 1930 a 1948, enfatiza o fato que a verdade misturada com o erro resulta em "erro total" — uma direta refutação ao ensino da Igreja Emergente de querer encontrar a "verdade" em qualquer lugar em que ela possa ser encontrada — incluindo em livros como A Cabana. Ironside escreveu:
"O erro é como o fermento, a respeito do qual lemos: 'Um pouco de fermento leveda toda a massa.' A verdade misturada com o erro é equivalente ao erro total, exceto que tem uma aparência de inocência e, portanto, é mais perigosa. Deus detesta essa mistura! Qualquer erro, ou qualquer mistura da verdade com o erro, requer denúncia e rejeição. Apoiar o erro é ser infiel a Deus e à Sua Palavra e uma traição às almas que correm perigo, por quem Cristo morreu." [citado em The Berean Call, de abril de 2008].
A Cabana tocou os corações e as emoções de muitas pessoas. Embora existam muitos outros exemplos da liberalidade sem base bíblica do autor, apresentar o ensino herético de Nova Era que "Deus habita dentro, em volta e no meio de todas as coisas" é, por si só, suficiente para solapar totalmente qualquer valor que o livro poderia ter para os cristãos fiéis. Permitir ser levado por essa história, e ao mesmo tempo desconsiderar o fermento de Nova Era/Nova Espiritualidade do livro, é cair vítima da mistura de verdade com o erro que permeia A Cabana. Como o pastor Ironside advertiu, Deus detesta essa mistura.
Antes de comprar mais exemplares desse livro, os cristãos precisam entender o que esse autor está ensinando e o que eles estão passando adiante para seus amigos e para os outros cristãos.
Verdadeiramente, a apostasia espiritual do fim dos tempos está vindo sobre todo o mundo. e se nos crentes em Jesus Cristo não estivermos apercebidos, estaremos sendo complacentes com os enganos que cada vez mais, permea nossas Igrejas.Evangelho de Mt:24. v,12 E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará de quase todos. 13 Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo. 14 E será pregado este Evangelho do Reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim.MARANATA !!! post by: janio ires.
terça-feira, 25 de maio de 2010
2012 hollywood destoi o mundo!
Tony Pearce
"Em toda a história, nunca uma data foi tão significativa para tantas culturas e religiões, tantos cientistas e governos. Um cataclisma global ocasiona o fim do mundo". O dia é 21 de dezembro de 2012, data em que o calendário maia prediz que ocorrerá o final dos tempos, um evento dramatizado no filme "2012", feito em Hollywood pelo diretor Roland Emmerich e lançado em novembro. O filme apresenta efeitos visuais fantásticos do cataclisma abatendo-se sobre a terra, mostrando o desabamento das construções mais destacadas do mundo – a Basílica de São Pedro em Roma, os arranha-céus de Nova Iorque, a estátua do Cristo Redentor no Rio – à medida que meteoros e inundações destroem a terra. O trailer começa com a pergunta: "Como os governos de nosso planeta conseguiriam preparar seis bilhões de pessoas para o fim do mundo?" Logo aparece a resposta: "Não conseguiriam". De acordo com o filme "2012", a Terra se fenderá ao meio, cumprindo uma antiga profecia.
A profecia em questão vem da antiga civilização maia na América Central, que produziu o famoso Calendário Maia. Os maias foram os únicos habitantes nativos das Américas a desenvolverem uma linguagem escrita. Eles também obtiveram progresso notável nas artes, na arquitetura, na matemática e na astronomia, chegando ao auge de seu desenvolvimento durante o período de 250 d.C. a 900 d.C. Por volta de 1200 d.C., a sociedade deles sofreu um colapso, por razões que podemos apenas supor. Quando os conquistadores espanhóis chegaram, os maias ainda ocupavam a região, e ainda falavam a língua maia, mas já não tinham conhecimento de muitas coisas que seus antepassados haviam criado.
Diego de Landa foi um padre católico-romano que visitou o México em 1561 e é tido como infame por ter destruído documentos e artefatos maias de valor incalculável. Embora Landa estivesse muito interessado na cultura maia, ele abominava determinados aspectos de suas práticas, particularmente os sacrifícios humanos. Em julho de 1562, quando evidências de sacrifícios humanos foram encontradas em uma caverna que continha estátuas sagradas dos maias, Landa ordenou a destruição de cinco mil ídolos. Ele decidiu que os livros dos maias também eram obra do Diabo e certificou-se de que fossem queimados, tendo restado apenas três livros. Conseqüentemente, foi perdida a maior parte do conhecimento e da história dos maias.
O livro mais importante dentre os que restaram é o chamado Códice de Dresden, que recebeu esse nome devido à cidade na Alemanha onde ficou depositado. É um livro estranho, escrito em hieróglifos, que ninguém foi capaz de entender até 1880. Nessa época, Ernst Forstemann, um estudioso alemão que trabalhava na mesma biblioteca em Dresden, conseguiu decifrar o códice do calendário maia. Ele descobriu que o códice continha tabelas astronômicas detalhadas, com cálculos indicando que o ano tinha 365,242 dias, e usava tabelas para predizer os solstícios e os equinócios, as órbitas dos planetas em nosso sistema solar e outros fenômenos celestiais.
Os maias haviam desenvolvido uma maneira extraordinariamente complexa (e muito precisa) de medir a passagem do tempo, que girava em torno de ciclos de 52 anos. No final de cada ciclo, eram realizadas cerimônias religiosas nas quais os sacerdotes executavam um sacrifício humano no topo de um vulcão extinto conhecido hoje como a Colina da Estrela, local situado em Iztapalapa, no México. O propósito era apaziguar os deuses para que eles não destruíssem o mundo com o final do ciclo. Os maias aguardavam pelo sinal que anunciaria a continuidade do mundo por outros 52 anos, que era a passagem da constelação de Plêiades pelo centro dos céus.
Os maias também possuíam um outro calendário, conhecido como o de "Contagem Longa". O funcionamento dele é bastante complexo e vai além do escopo deste artigo. Na internet há informações em "Contagem Longa" na Wikipedia. A atual Contagem Longa teve início em 3114 a.C. Na mitologia maia, cada ciclo de Contagem Longa é uma era mundial na qual os deuses tentam criar criaturas piedosas e subservientes. A Primeira Era começou com a criação da Terra, que tinha sobre si vegetação e seres vivos. Infelizmente, como eles não possuíam a habilidade da fala, os pássaros e os animais eram incapazes de prestar honra aos deuses e foram destruídos. Na Segunda Era e na Terceira Era, os deuses criaram os humanos do barro e depois da madeira, mas estes também fracassaram em agradar os deuses e foram aniquilados. Estamos atualmente na Quarta Era, que é a Era Final, a era do ser humano moderno, completamente funcional.
A visão popular apresentada no filme de Roland Emmerich é que a presente era termina em 21 de dezembro de 2012. E o que vem depois? A interpretação dele é que o mundo acaba em fogo e em inundação.
Os eruditos questionam isso. Susan Milbrath, curadora de Arte e Arqueologia Latinoamericana do Museu de História Natural da Flórida, declarou: "Nós (a comunidade arqueológica) não temos nenhum registro nem conhecimento de que os maias pensassem que o mundo chegaria ao fim em 2012. Interpretar o dia 21 de dezembro de 2012 como o evento do juízo final é uma invencionice completa e uma oportunidade de ganhar dinheiro para muitas pessoas". Algumas visões de espiritualidade alternativa baseadas no misticismo da Nova Era e na astrologia vêem a data como sendo um acontecimentos positivo em vez de ser o dia do juízo final: seria a transição da "Era de Peixes, violenta e escura" (i.e., esta era) para a Era de Aquário, "um milênio de amor e luz".
Para ficar claro: eu não atribuiria nenhum significado à data de 21 de dezembro de 2012. Contudo, embora aceitando as objeções acadêmicas às interpretações populares sobre a cultura maia e deixando o misticismo da Nova Era de lado, o próprio fato de que o filme está sendo feito já diz algo sobre o mundo em que vivemos. As pessoas estão conscientes da possibilidade de que calamidades venham a se abater sobre nós – e Hollywood pegou essa deixa com uma série de filmes sobre catástrofes que estão para ser lançados. The Wall Street Journal, de 31 de julho de 2009, publicou um artigo intitulado "Hollywood Destrói o Mundo", que dizia:
Uma enxurrada de histórias pós-apocalípticas segue agora em direção às telas de cinemas e de TV. O diretor Roland Emmerich já quase destruiu o mundo por três vezes. Desta vez ele tem a intenção de terminar o trabalho. Em seu filme "2012", a terra se fende ao meio, cumprindo uma antiga profecia.
O artigo prossegue listando uma série de filmes que estão para ser lançados, sobre uma futura calamidade que destruirá a civilização e como um punhado de pessoas sobram e lutam em um mundo em ruínas buscando sobreviver: The Book of Eli [O Livro de Eli], Day One [O Primeiro Dia], The Colony [A Colônia], e The Road [A Estrada]. Ao apresentar motivos para isso, o artigo diz:
A maioria dos autores dessas histórias diz que está reagindo à ansiedade a respeito de ameaças reais em tempos incertos: os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, duas guerras dos EUA em países estrangeiros, pandemias múltiplas, uma crise financeira global e nova atenção a perigos ambientais. Roland Emmerich afirma: "Ando realmente muito pessimista atualmente".
Logicamente que não é apenas em Hollywood que as pessoas estão falando sobre um cataclisma que está por vir, ou para destruir o mundo, ou para reformá-lo de forma a ficar irreconhecível. Os noticiários sobre Israel têm apresentado referências à Guerra de Gogue e Magogue, a profecia bíblica encontrada em Ezequiel 38-39 sobre a batalha dos últimos dias, na qual Deus resgatará Israel de uma invasão de nações hostis. Alguns israelenses acreditam que chegou a hora de construírem o Terceiro Templo, profetizado como algo que acontecerá nos "últimos dias" da história. O aiatolá Khamenei, do Irã, conclamou as nações muçulmanas ao redor do mundo para se unirem militarmente em resposta à iminente vinda do salvador messiânico do islã – o Mahdi. Os líderes muçulmanos radicais do Irã acreditam que o Mahdi irá surgir no final da era, proporcionando aos muçulmanos a derrota de Israel e do Ocidente, e que ele governará sobre todo o mundo. Os ambientalistas radicais dizem que o dia do juízo final está chegando rapidamente por causa do aquecimento global. Cristãos evangélicos, como eu, crêem que os acontecimentos globais estão se alinhando exatamente como Jesus Cristo e os profetas bíblicos disseram que aconteceria nos "últimos dias".
O perigo das versões de Hollywood sobre o fim do mundo
Elas fazem com que as pessoas fiquem tão temerosas da calamidade vindoura que: (1) não vêem nenhuma saída, ou (2) tornam-se céticas com respeito à mensagem verdadeira das profecias bíblicas sobre os últimos dias. As versões múltiplas dos "cenários do fim do mundo" também significam que as pessoas podem colocar as profecias maias, os escritos de Nostradamus, ou as esperanças islâmicas com respeito ao Mahdi no mesmo nível que as profecias da Bíblia.
Ao mesmo tempo, muitas pessoas estão despertando para o fato de que o mundo está realmente ameaçado de desastres vindos de múltiplas frentes – a propagação de armas de destruição em massa, a ameaça de colapso econômico, a dependência do sistema mundial com relação ao petróleo que se extinguirá, a questão ambiental, o conflito no Oriente Médio, a violência e a ilegalidade que se tornam cada vez mais abundantes, a ruptura da vida familiar e a insegurança que milhões estão enfrentando como resultado de tudo isso. Esses fatores levam as pessoas a questionarem:
"Será que o mundo assim como o conhecemos está chegando ao fim?"
De acordo com as profecias bíblicas, está! Todos esses fatos, e outros mais, estão profetizados na Bíblia para acontecerem nos últimos dias desta era. Jesus disse que nos tempos finais, antes de Sua volta, haveria uma época de tamanha dificuldade que, se Deus não a tivesse abreviado, ninguém sobreviveria: "Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais. Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados" (Mt 24.21-22).
Uma série de profecias do Antigo Testamento enfoca o conflito em torno de Jerusalém (Jl 3; Zc 12-14), e Jesus disse: "Cairão a fio de espada e serão levados cativos para todas as nações; e, até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles. Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade [a palavra grega aqui é "aporia", que significa "sem nenhuma saída"] por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados. Então, se verá o Filho do Homem [i.e., Jesus] vindo numa nuvem, com poder e grande glória" (Lc 21.24-27).
No livro do Apocalipse, lemos sobre uma série de desastres que atingirão a terra, o que se ajusta perfeitamente com os problemas do mundo atual. Guerras mundiais e fomes causam mortes em massa (Ap 6.1-8). Árvores e pastagens são queimadas, os peixes do mar morrem como se algo como uma grande montanha fosse atirada ao mar (asteróide?), e águas doces se tornam impróprias para beber (Ap 8.7-11). Surge um regime ditatorial que força as pessoas a aceitarem uma marca e um número (666), sem os quais nada se pode comprar ou vender (Ap 13). Rios secam e as pessoas são afligidas com grande calor (Ap 16). A batalha final do Armagedon reúne os exércitos do mundo em Israel e fecha esta era com o retorno físico do Senhor Jesus Cristo à terra (Ap 16.16; Ap 19.11-21).
A Bíblia também nos dá grande esperança por causa da Segunda Vinda física do Senhor Jesus Cristo e do livramento de todos os que O recebem como Salvador e Senhor. O cinema-desastre termina sem nenhum sobrevivente, ou com um punhado de sobreviventes se debatendo em um planeta que está para morrer. Na Bíblia, os acontecimentos catastróficos dos últimos dias serão seguidos pelo retorno físico do Senhor Jesus com todos aqueles que colocaram sua confiança nEle. Os sobreviventes da Tribulação que aceitarem Jesus como Salvador viverão em uma terra restaurada durante 1000 anos (o Milênio), em cujo tempo Satanás será amarrado e incapaz de enganar as nações (Ap 20), haverá paz em todo o mundo (Is 2.1-4) e harmonia no mundo natural (Is 11). Este será o prelúdio para a eternidade, quando Deus criará novos céus e nova terra nos quais a justiça habitará (2 Pe 3.13).
O primeiro estágio nesse processo ocorrerá quando o Senhor vier e levar para estarem com Ele todos aqueles que crêem nEle. Não podemos saber exatamente quando isso acontecerá, mas precisamos estar prontos. Jesus disse: "Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai" (Mt 24.36). Paulo escreveu sobre o que acontecerá: "Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor" (1 Ts 4.16-17).
Esse acontecimento ocorrerá "como um ladrão de noite" (1 Ts 5.2), o que significa que acontecerá inesperadamente, sem aviso. Portanto, precisamos nos arrepender (afastar-nos) dos nossos pecados e aceitar Jesus como Salvador e Senhor de nossa vida. Se quiser ser salvo do julgamento de Deus, você deve confiar no Senhor Jesus, que morreu como sacrifício pelos nossos pecados e ressuscitou dentre os mortos para nos dar vida eterna: "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16). (Tony Pearce, Light for The Last Days - http://www.chamada.com.br)
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, janeiro de 2010.post by: Janio Ires
"Em toda a história, nunca uma data foi tão significativa para tantas culturas e religiões, tantos cientistas e governos. Um cataclisma global ocasiona o fim do mundo". O dia é 21 de dezembro de 2012, data em que o calendário maia prediz que ocorrerá o final dos tempos, um evento dramatizado no filme "2012", feito em Hollywood pelo diretor Roland Emmerich e lançado em novembro. O filme apresenta efeitos visuais fantásticos do cataclisma abatendo-se sobre a terra, mostrando o desabamento das construções mais destacadas do mundo – a Basílica de São Pedro em Roma, os arranha-céus de Nova Iorque, a estátua do Cristo Redentor no Rio – à medida que meteoros e inundações destroem a terra. O trailer começa com a pergunta: "Como os governos de nosso planeta conseguiriam preparar seis bilhões de pessoas para o fim do mundo?" Logo aparece a resposta: "Não conseguiriam". De acordo com o filme "2012", a Terra se fenderá ao meio, cumprindo uma antiga profecia.
A profecia em questão vem da antiga civilização maia na América Central, que produziu o famoso Calendário Maia. Os maias foram os únicos habitantes nativos das Américas a desenvolverem uma linguagem escrita. Eles também obtiveram progresso notável nas artes, na arquitetura, na matemática e na astronomia, chegando ao auge de seu desenvolvimento durante o período de 250 d.C. a 900 d.C. Por volta de 1200 d.C., a sociedade deles sofreu um colapso, por razões que podemos apenas supor. Quando os conquistadores espanhóis chegaram, os maias ainda ocupavam a região, e ainda falavam a língua maia, mas já não tinham conhecimento de muitas coisas que seus antepassados haviam criado.
Diego de Landa foi um padre católico-romano que visitou o México em 1561 e é tido como infame por ter destruído documentos e artefatos maias de valor incalculável. Embora Landa estivesse muito interessado na cultura maia, ele abominava determinados aspectos de suas práticas, particularmente os sacrifícios humanos. Em julho de 1562, quando evidências de sacrifícios humanos foram encontradas em uma caverna que continha estátuas sagradas dos maias, Landa ordenou a destruição de cinco mil ídolos. Ele decidiu que os livros dos maias também eram obra do Diabo e certificou-se de que fossem queimados, tendo restado apenas três livros. Conseqüentemente, foi perdida a maior parte do conhecimento e da história dos maias.
O livro mais importante dentre os que restaram é o chamado Códice de Dresden, que recebeu esse nome devido à cidade na Alemanha onde ficou depositado. É um livro estranho, escrito em hieróglifos, que ninguém foi capaz de entender até 1880. Nessa época, Ernst Forstemann, um estudioso alemão que trabalhava na mesma biblioteca em Dresden, conseguiu decifrar o códice do calendário maia. Ele descobriu que o códice continha tabelas astronômicas detalhadas, com cálculos indicando que o ano tinha 365,242 dias, e usava tabelas para predizer os solstícios e os equinócios, as órbitas dos planetas em nosso sistema solar e outros fenômenos celestiais.
Os maias haviam desenvolvido uma maneira extraordinariamente complexa (e muito precisa) de medir a passagem do tempo, que girava em torno de ciclos de 52 anos. No final de cada ciclo, eram realizadas cerimônias religiosas nas quais os sacerdotes executavam um sacrifício humano no topo de um vulcão extinto conhecido hoje como a Colina da Estrela, local situado em Iztapalapa, no México. O propósito era apaziguar os deuses para que eles não destruíssem o mundo com o final do ciclo. Os maias aguardavam pelo sinal que anunciaria a continuidade do mundo por outros 52 anos, que era a passagem da constelação de Plêiades pelo centro dos céus.
Os maias também possuíam um outro calendário, conhecido como o de "Contagem Longa". O funcionamento dele é bastante complexo e vai além do escopo deste artigo. Na internet há informações em "Contagem Longa" na Wikipedia. A atual Contagem Longa teve início em 3114 a.C. Na mitologia maia, cada ciclo de Contagem Longa é uma era mundial na qual os deuses tentam criar criaturas piedosas e subservientes. A Primeira Era começou com a criação da Terra, que tinha sobre si vegetação e seres vivos. Infelizmente, como eles não possuíam a habilidade da fala, os pássaros e os animais eram incapazes de prestar honra aos deuses e foram destruídos. Na Segunda Era e na Terceira Era, os deuses criaram os humanos do barro e depois da madeira, mas estes também fracassaram em agradar os deuses e foram aniquilados. Estamos atualmente na Quarta Era, que é a Era Final, a era do ser humano moderno, completamente funcional.
A visão popular apresentada no filme de Roland Emmerich é que a presente era termina em 21 de dezembro de 2012. E o que vem depois? A interpretação dele é que o mundo acaba em fogo e em inundação.
Os eruditos questionam isso. Susan Milbrath, curadora de Arte e Arqueologia Latinoamericana do Museu de História Natural da Flórida, declarou: "Nós (a comunidade arqueológica) não temos nenhum registro nem conhecimento de que os maias pensassem que o mundo chegaria ao fim em 2012. Interpretar o dia 21 de dezembro de 2012 como o evento do juízo final é uma invencionice completa e uma oportunidade de ganhar dinheiro para muitas pessoas". Algumas visões de espiritualidade alternativa baseadas no misticismo da Nova Era e na astrologia vêem a data como sendo um acontecimentos positivo em vez de ser o dia do juízo final: seria a transição da "Era de Peixes, violenta e escura" (i.e., esta era) para a Era de Aquário, "um milênio de amor e luz".
Para ficar claro: eu não atribuiria nenhum significado à data de 21 de dezembro de 2012. Contudo, embora aceitando as objeções acadêmicas às interpretações populares sobre a cultura maia e deixando o misticismo da Nova Era de lado, o próprio fato de que o filme está sendo feito já diz algo sobre o mundo em que vivemos. As pessoas estão conscientes da possibilidade de que calamidades venham a se abater sobre nós – e Hollywood pegou essa deixa com uma série de filmes sobre catástrofes que estão para ser lançados. The Wall Street Journal, de 31 de julho de 2009, publicou um artigo intitulado "Hollywood Destrói o Mundo", que dizia:
Uma enxurrada de histórias pós-apocalípticas segue agora em direção às telas de cinemas e de TV. O diretor Roland Emmerich já quase destruiu o mundo por três vezes. Desta vez ele tem a intenção de terminar o trabalho. Em seu filme "2012", a terra se fende ao meio, cumprindo uma antiga profecia.
O artigo prossegue listando uma série de filmes que estão para ser lançados, sobre uma futura calamidade que destruirá a civilização e como um punhado de pessoas sobram e lutam em um mundo em ruínas buscando sobreviver: The Book of Eli [O Livro de Eli], Day One [O Primeiro Dia], The Colony [A Colônia], e The Road [A Estrada]. Ao apresentar motivos para isso, o artigo diz:
A maioria dos autores dessas histórias diz que está reagindo à ansiedade a respeito de ameaças reais em tempos incertos: os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, duas guerras dos EUA em países estrangeiros, pandemias múltiplas, uma crise financeira global e nova atenção a perigos ambientais. Roland Emmerich afirma: "Ando realmente muito pessimista atualmente".
Logicamente que não é apenas em Hollywood que as pessoas estão falando sobre um cataclisma que está por vir, ou para destruir o mundo, ou para reformá-lo de forma a ficar irreconhecível. Os noticiários sobre Israel têm apresentado referências à Guerra de Gogue e Magogue, a profecia bíblica encontrada em Ezequiel 38-39 sobre a batalha dos últimos dias, na qual Deus resgatará Israel de uma invasão de nações hostis. Alguns israelenses acreditam que chegou a hora de construírem o Terceiro Templo, profetizado como algo que acontecerá nos "últimos dias" da história. O aiatolá Khamenei, do Irã, conclamou as nações muçulmanas ao redor do mundo para se unirem militarmente em resposta à iminente vinda do salvador messiânico do islã – o Mahdi. Os líderes muçulmanos radicais do Irã acreditam que o Mahdi irá surgir no final da era, proporcionando aos muçulmanos a derrota de Israel e do Ocidente, e que ele governará sobre todo o mundo. Os ambientalistas radicais dizem que o dia do juízo final está chegando rapidamente por causa do aquecimento global. Cristãos evangélicos, como eu, crêem que os acontecimentos globais estão se alinhando exatamente como Jesus Cristo e os profetas bíblicos disseram que aconteceria nos "últimos dias".
O perigo das versões de Hollywood sobre o fim do mundo
Elas fazem com que as pessoas fiquem tão temerosas da calamidade vindoura que: (1) não vêem nenhuma saída, ou (2) tornam-se céticas com respeito à mensagem verdadeira das profecias bíblicas sobre os últimos dias. As versões múltiplas dos "cenários do fim do mundo" também significam que as pessoas podem colocar as profecias maias, os escritos de Nostradamus, ou as esperanças islâmicas com respeito ao Mahdi no mesmo nível que as profecias da Bíblia.
Ao mesmo tempo, muitas pessoas estão despertando para o fato de que o mundo está realmente ameaçado de desastres vindos de múltiplas frentes – a propagação de armas de destruição em massa, a ameaça de colapso econômico, a dependência do sistema mundial com relação ao petróleo que se extinguirá, a questão ambiental, o conflito no Oriente Médio, a violência e a ilegalidade que se tornam cada vez mais abundantes, a ruptura da vida familiar e a insegurança que milhões estão enfrentando como resultado de tudo isso. Esses fatores levam as pessoas a questionarem:
"Será que o mundo assim como o conhecemos está chegando ao fim?"
De acordo com as profecias bíblicas, está! Todos esses fatos, e outros mais, estão profetizados na Bíblia para acontecerem nos últimos dias desta era. Jesus disse que nos tempos finais, antes de Sua volta, haveria uma época de tamanha dificuldade que, se Deus não a tivesse abreviado, ninguém sobreviveria: "Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais. Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados" (Mt 24.21-22).
Uma série de profecias do Antigo Testamento enfoca o conflito em torno de Jerusalém (Jl 3; Zc 12-14), e Jesus disse: "Cairão a fio de espada e serão levados cativos para todas as nações; e, até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles. Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade [a palavra grega aqui é "aporia", que significa "sem nenhuma saída"] por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados. Então, se verá o Filho do Homem [i.e., Jesus] vindo numa nuvem, com poder e grande glória" (Lc 21.24-27).
No livro do Apocalipse, lemos sobre uma série de desastres que atingirão a terra, o que se ajusta perfeitamente com os problemas do mundo atual. Guerras mundiais e fomes causam mortes em massa (Ap 6.1-8). Árvores e pastagens são queimadas, os peixes do mar morrem como se algo como uma grande montanha fosse atirada ao mar (asteróide?), e águas doces se tornam impróprias para beber (Ap 8.7-11). Surge um regime ditatorial que força as pessoas a aceitarem uma marca e um número (666), sem os quais nada se pode comprar ou vender (Ap 13). Rios secam e as pessoas são afligidas com grande calor (Ap 16). A batalha final do Armagedon reúne os exércitos do mundo em Israel e fecha esta era com o retorno físico do Senhor Jesus Cristo à terra (Ap 16.16; Ap 19.11-21).
A Bíblia também nos dá grande esperança por causa da Segunda Vinda física do Senhor Jesus Cristo e do livramento de todos os que O recebem como Salvador e Senhor. O cinema-desastre termina sem nenhum sobrevivente, ou com um punhado de sobreviventes se debatendo em um planeta que está para morrer. Na Bíblia, os acontecimentos catastróficos dos últimos dias serão seguidos pelo retorno físico do Senhor Jesus com todos aqueles que colocaram sua confiança nEle. Os sobreviventes da Tribulação que aceitarem Jesus como Salvador viverão em uma terra restaurada durante 1000 anos (o Milênio), em cujo tempo Satanás será amarrado e incapaz de enganar as nações (Ap 20), haverá paz em todo o mundo (Is 2.1-4) e harmonia no mundo natural (Is 11). Este será o prelúdio para a eternidade, quando Deus criará novos céus e nova terra nos quais a justiça habitará (2 Pe 3.13).
O primeiro estágio nesse processo ocorrerá quando o Senhor vier e levar para estarem com Ele todos aqueles que crêem nEle. Não podemos saber exatamente quando isso acontecerá, mas precisamos estar prontos. Jesus disse: "Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai" (Mt 24.36). Paulo escreveu sobre o que acontecerá: "Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor" (1 Ts 4.16-17).
Esse acontecimento ocorrerá "como um ladrão de noite" (1 Ts 5.2), o que significa que acontecerá inesperadamente, sem aviso. Portanto, precisamos nos arrepender (afastar-nos) dos nossos pecados e aceitar Jesus como Salvador e Senhor de nossa vida. Se quiser ser salvo do julgamento de Deus, você deve confiar no Senhor Jesus, que morreu como sacrifício pelos nossos pecados e ressuscitou dentre os mortos para nos dar vida eterna: "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16). (Tony Pearce, Light for The Last Days - http://www.chamada.com.br)
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, janeiro de 2010.post by: Janio Ires
A igreja ao gosto do fregues!
por:T.A.McMahon
O movimento chamado "igreja ao gosto do freguês" está invadindo muitas denominações evangélicas, propondo evangelizar através da aplicação das últimas técnicas de marketing. Tipicamente, ele começa pesquisando os não-crentes (que um dos seus líderes chama de "desigrejados" ou "João e Maria desigrejados"). A pesquisa questiona os que não freqüentam quaisquer igrejas sobre o tipo de atração que os motivaria a assistir às reuniões. Os resultados do questionário mostram as mudanças que poderiam ser feitas nos cultos e em outros programas para atrair os "desigrejados", mantê-los na igreja e ganhá-los para Cristo. Os que desenvolvem esse método garantem o crescimento das igrejas que seguirem cuidadosamente suas diretrizes aprovadas. Praticamente falando, dá certo!
Duas igrejas são consideradas modelos desse movimento: Willow Creek Community Church (perto de Chicago), pastoreada por Bill Hybels, e Saddleback Valley Church (ao sul de Los Angeles) pastoreada por Rick Warren. Sua influência é inacreditável. Willow Creek formou sua própria associação de igrejas, com 9.500 igrejas-membros. Em 2003, 100.000 líderes de igrejas assistiram no mínimo a uma conferência para líderes realizada por Willow Creek. Acima de 250.000 pastores e líderes de mais de 125 países participaram do seminário de Rick Warren ("Uma Igreja com Propósitos"). Mais de 60 mil pastores recebem seu boletim semanal.
Visitamos Willow Creek há algum tempo. Pareceu-nos que essa igreja não poupa despesas em sua missão de atrair as massas. Depois de passar por cisnes deslizando sobre um lago cristalino, vê-se o que poderia ser confundido com a sede de uma corporação ou um shopping center de alto padrão. Ao lado do templo existe uma grande livraria e uma enorme área de alimentação completa, que oferece cinco cardápios diferentes. Uma tela panorâmica permite aos que não conseguiram lugar no santuário ou que estão na praça de alimentação assistirem aos cultos. O templo é espaçoso e moderno, equipado com três grandes telões e os mais modernos sistemas de som e iluminação para a apresentação de peças de teatro e musicais.
Sem dúvida, Willow Creek é imponente, mas não é a única megaigreja que tem como alvo alcançar os perdidos através dos mais variados métodos. Megaigrejas através dos EUA adicionam salas de boliche, quadras de basquete, salões de ginástica e sauna, espaços para guardar equipamentos, auditórios para concertos e produções teatrais, franquias do McDonalds, tudo para o progresso do Evangelho. Pelo menos é o que dizem. Ainda que algumas igrejas estejam lotadas, sua freqüência não é o único elemento que avaliamos ao analisar essa última moda de "fazer igreja".
O alvo declarado dessas igrejas é alcançar os perdidos, o que é bíblico e digno de louvor. Mas o mesmo não pode ser dito quanto aos métodosusados para alcançar esse alvo. Vamos começar pelo marketing como uma tática para alcançar os perdidos. Fundamentalmente, marketing traça o perfil dos consumidores, descobre suas necessidades e projeta o produto (ou imagem a ser vendida) de tal forma que venha ao encontro dos desejos do consumidor. O resultado esperado é que o consumidor compre o produto. George Barna, a quem a revista Christianity Today (Cristianismo Hoje) chama de "o guru do crescimento da igreja", diz que tais métodos são essenciais para a igreja de nossa sociedade consumista. Líderes evangélicos do movimento de crescimento da igreja reforçam a idéia de que o método de marketing pode ser aplicado – e eles o têm aplicado – sem comprometer o Evangelho. Será?
Em primeiro lugar o Evangelho, e mais significativamente a pessoa de Jesus Cristo, não cabem em nenhuma estratégia de mercado. Não são produtos a serem vendidos. Não podem ser modificados ou adaptados para satisfazer as necessidades de nossa sociedade consumista. Qualquer tentativa nessa direção compromete de algum modo a verdade sobre quem é Cristo e do que Ele fez por nós. Por exemplo, se os perdidos são considerados consumidores, e um mandamento básico de marketing diz que o freguês sempre tem razão, então qualquer coisa que ofenda os perdidos deve ser deixada de lado, modificada ou apresentada como sem importância. A Escritura nos diz claramente que a mensagem da cruz é"loucura para os que se perdem" e que Cristo é uma "pedra de tropeço e rocha de ofensa" (1 Co 1.18 e 1 Pe 2.8).
Algumas igrejas voltadas ao consumidor procuram evitar esse aspecto negativo do Evangelho de Cristo enfatizando os benefícios temporais de ser cristão e colocando a pessoa do consumidor como seu principal ponto de interesse. Mesmo que essa abordagem apele para a nossa geração acostumada à gratificação imediata, ela não é o Evangelho verdadeiro nem o alvo de vida do crente em Cristo.
Em segundo lugar, se você quiser atrair os perdidos oferecendo o que possa interessá-los, na maior parte do tempo estará apelando para seu lado carnal. Querendo ou não, esse parece ser o modus operandi dessas igrejas. Elas copiam o que é popular em nossa cultura – músicas das paradas de sucesso, produções teatrais, apresentações estimulantes de multimídia e mensagens positivas que não ultrapassam os trinta minutos. Essas mensagens freqüentemente são tópicas, terapêuticas, com ênfase na realização pessoal, salientando o que o Senhor pode oferecer, o que a pessoa necessita – e ajudando-a na solução de seus problemas.
Essas questões podem não importar a um número cada vez maior de pastores evangélicos, mas, ironicamente, estão se tornando evidentes para alguns observadores seculares. Em seu livroThe Little Church Went to Market (A Igrejinha foi ao Mercado), o pastor Gary Gilley observa que o periódico de marketing American Demographicsreconhece que as pessoas estão:
...procurando espiritualidade, não a religião. Por trás dessa mudança está a procura por uma fé experimental, uma religião do coração, não da cabeça. É uma expressão de religiosidade que não dá valor à doutrina, ao dogma, e faz experiências diretamente com a divindade, seja esta chamada "Espírito Santo" ou "Consciência Cósmica" ou o "Verdadeiro Eu". É pragmática e individual, mais centrada em redução de stress do que em salvação, mais terapêutica do que teológica. Fala sobre sentir-se bem, não sobre ser bom. É centrada no corpo e na alma e não no espírito. Alguns gurus do marketing começaram a chamar esse movimento de "indústria da experiência" (pp. 20-21).
Existe outro item que muitos pastores parecem estar deixando de considerar em seu entusiasmo de promover o crescimento da igreja atraindo os não-salvos. Mesmo que os números pareçam falar mais alto nessas "igrejas ao gosto do freguês" (um número surpreendente de igrejas nos EUA (841) alcançaram a categoria de megaigreja, com 2.000 a 25.000 pessoas presentes nos finais de semana), poucos perceberam que o aumento no número de membros não se deve a um grande número de "desigrejados" juntando-se à igreja.
Durante os últimos 70 anos, a percentagem da população dos EUA que vai à igreja tem sido relativamente constante (mais ou menos 43%). Houve um crescimento, chegando a 49% em 1991 (no tempo do surgimento dessa nova modalidade de igreja), mas tal crescimento diminuiu gradualmente, retornando a 42% em 2002 (www.barna.org). De onde, então, essas megaigrejas, que têm se esforçado para acomodar pessoas que nunca se interessaram pelo Evangelho, conseguem seus membros? Na maior parte, de igrejas menores que não estão interessadas ou não têm condições financeiras de propiciar tais atrações mundanas. O que dizer das multidões de "desigrejados" que supostamente se chegaram a essas igrejas? Essas pessoas constituem uma parcela muito pequena das congregações. G.A. Pritchard estudou Willow Creek por um ano e escreveu um livro intituladoWillow Creek Seeker Services (Baker Book House, 1996). Nesse livro ele estima que os "desigrejados", que seriam o público-alvo, constituem somente 10 ou 15% dos 16.000 membros que freqüentam os cultos de Willow Creek.
Se essa percentagem é típica entre igrejas "ao gosto do freguês", o que provavelmente é o caso, então a situação é bastante perturbadora. Milhares de igrejas nos EUA e em outros países se reestruturaram completamente, transformando-se em centros de atração para "desigrejados". Isso, aliás, não é bíblico. A igreja é para a maturidade e crescimento dos santos, que saem pelo mundo para alcançar os perdidos. Contudo, essas igrejas voltaram-se para o entretenimento e a conveniência na tentativa de atrair "João e Maria", fazendo-os sentirem-se confortáveis no ambiente da igreja. Para que eles continuem freqüentando a "igreja ao gosto do freguês", evita-se o ensino profundo das Escrituras em favor de mensagens positivas, destinadas a fazer as pessoas sentirem-se bem consigo mesmas. À medida que "João e Maria" continuarem freqüentando a igreja, irão assimilar apenas uma vaga alusão ao ensino bíblico que poderá trazer convicção de pecado e verdadeiro arrependimento. O que é ainda pior, os novos membros recebem uma visão psicologizada de si mesmos que deprecia essas verdades. Contudo, por pior que seja a situação, o problema não termina por aí.
A maior parte dos que freqüentam as "igrejas ao gosto do freguês" professam ser cristãos. No entanto, eles foram atraídos a essas igrejas pelas mesmas coisas que atraíram os não-crentes, e continuam sendo alimentados pela mesma dieta biblicamente anêmica, inicialmente elaborada para não-cristãos. Na melhor das hipóteses, eles recebem leite aguado; na pior das hipóteses, "alimento" contaminado com "falatórios inúteis e profanos e as contradições do saber, como falsamente lhe chamam" (2 Tm 6.20). Certamente uma igreja pode crescer numericamente seguindo esses moldes, mas não espiritualmente.
Além do mais, não há oportunidades para os crentes crescerem na fé e tornarem-se maduros em tal ambiente. Tentando defender a "igreja ao gosto do freguês", alguns têm argumentado que os cultos durante a semana são separados para discipulado e para o estudo profundo das Escrituras. Se esse é o caso, trata-se de uma rara exceção e não da regra!
Como já notamos, a maioria dessas igrejas, no uso do seu tempo, energia e finanças tem como alvo acomodar os "desigrejados". Conseqüentemente, semana após semana, o total da congregação recebe uma mensagem diluída e requentada. Então, na quarta-feira, quando a congregação usualmente se reduz a um quarto ou a um terço do tamanho normal, será que esse pequeno grupo recebe alimentação sólida da Palavra de Deus, ensino expositivo e uma ênfase na sã doutrina? Dificilmente. Nunca encontramos uma "igreja ao gosto do freguês" onde isso acontecesse. As "refeições espirituais" oferecidas nos cultos durante a semana geralmente são reuniões de grupos e aulas visando o discernimento dos dons espirituais, ou o estudo de um "best-seller" psico-cristão, ao invés do estudo da Bíblia.
Talvez o aspecto mais negativo dessas igrejas seja sua tentativa de impressionar os "desigrejados" ao mencionar especialistas considerados autoridades em resolver todos os problemas mentais, emocionais e comportamentais das pessoas: psicólogos e psicanalistas. Nada na história da Igreja tem diminuído tanto a verdade da suficiência da Palavra de Deus no tocante a "todas as coisas que conduzem à vida e à piedade" (2 Pe 1.3) como a introdução da pseudociência da psicoterapia no meio cristão. Seus milhares de conceitos e centenas de metodologias não-comprovados são contraditórios e não científicos, totalmente não-bíblicos, como já documentamos em nossos livros e artigos anteriores. Pritchard observa:...em Willow Creek, Hybels não somente ensina princípios psicológicos, mas freqüentemente usa esses mesmos princípios como guias interpretativos para sua exegese das Escrituras – o rei Davi teve uma crise de identidade, o apóstolo Paulo encorajou Timóteo a fazer análise e Pedro teve problemas em estabelecer seus limites. O ponto crítico é que princípios psicológicos são constantemente adicionados ao ensino de Hybels" (p. 156).
Durante minha visita a Willow Creek, o pastor Hybels trouxe uma mensagem que começou com as Escrituras e se referia aos problemas que surgem quando as pessoas mentem. Contudo, ele se apoiou no psiquiatra M. Scott Peck, o autor de The Road Less Travelled (Simon & Schuster, 1978) quanto às conseqüências desastrosas da mentira. Nesse livro, M. Scott Peck declara (pp. 269-70): "Deus quer que nos tornemos como Ele mesmo (ou Ela mesma)"!
A Saddleback Community Church está igualmente envolvida com a psicoterapia. Apesar de se dizer cristocêntrica e não centrada na psicologia, essa igreja tem um dos maiores números de centros dos Alcoólicos Anônimos e patrocina mais de uma dúzia de grupos de ajuda como "Filhos Adultos Co-Dependentes de Viciados em Drogas", "Mulheres Co-Viciadas Casadas com Homens Compulsivos Sexuais ou com Desordens de Alimentação" e daí por diante. Cada grupo é normalmente liderado por alguém "em recuperação" e os autores dos livros usados incluem psicólogos e psiquiatras (www.celebraterecovery.com). Apesar de negar o uso de psicologia popular, muito dela permeia o trabalho de Rick Warren, incluindo seu best-seller The Purpose Driven Life (A Vida Com Propósito), que já rendeu sete milhões de dólares. Em sua maior parte, o livro fala de satisfação pessoal, promove a celebração da recuperação e está cheio de psicoreferências tais como "Sansão era dependente".
A mensagem principal vinda das igrejas psicologicamente motivadas de Willow Creek e Saddleback é a de que a Palavra de Deus e o poder do Espírito Santo são insuficientes para livrar uma pessoa de um pecado habitual e para transformá-la em alguém cuja vida seja cheia de fruto e agradável a Deus. Entretanto, o que essas igrejas dizem e fazem tem sido exportado para centenas de milhares de igrejas ao redor do mundo.
Grande parte da igreja evangélica desenvolveu uma mentalidade de viagem de recreio em um cruzeiro cheio de atrações, mas isso vai resultar num "Titanic espiritual". Os pastores de "igrejas ao gosto do freguês" (e aqueles que estão desejando viajar ao lado deles) precisam cair de joelhos e ler as palavras de Jesus aos membros da igreja de Laodicéia (Ap 3.14-21). Eles eram "ricos e abastados" e, no entanto, deixaram de reconhecer que aos olhos de Deus eram "infelizes, miseráveis, pobres, cegos e nus". Jesus, fora da porta dessas igrejas, onde O colocaram desapercebidamente, oferece Seu conselho, a verdade da Sua Palavra, o único meio que pode fazer com que suas vidas sejam vividas conforme Sua vontade. Não pode existir nada melhor aqui na terra e na Eternidade! (TBC -http://www.chamada.com.br)
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, março de 2005
http://www.chamada.com.br/mensagens/igreja_ao_gosto.html: post by;Janio Ires
O movimento chamado "igreja ao gosto do freguês" está invadindo muitas denominações evangélicas, propondo evangelizar através da aplicação das últimas técnicas de marketing. Tipicamente, ele começa pesquisando os não-crentes (que um dos seus líderes chama de "desigrejados" ou "João e Maria desigrejados"). A pesquisa questiona os que não freqüentam quaisquer igrejas sobre o tipo de atração que os motivaria a assistir às reuniões. Os resultados do questionário mostram as mudanças que poderiam ser feitas nos cultos e em outros programas para atrair os "desigrejados", mantê-los na igreja e ganhá-los para Cristo. Os que desenvolvem esse método garantem o crescimento das igrejas que seguirem cuidadosamente suas diretrizes aprovadas. Praticamente falando, dá certo!
Duas igrejas são consideradas modelos desse movimento: Willow Creek Community Church (perto de Chicago), pastoreada por Bill Hybels, e Saddleback Valley Church (ao sul de Los Angeles) pastoreada por Rick Warren. Sua influência é inacreditável. Willow Creek formou sua própria associação de igrejas, com 9.500 igrejas-membros. Em 2003, 100.000 líderes de igrejas assistiram no mínimo a uma conferência para líderes realizada por Willow Creek. Acima de 250.000 pastores e líderes de mais de 125 países participaram do seminário de Rick Warren ("Uma Igreja com Propósitos"). Mais de 60 mil pastores recebem seu boletim semanal.
Visitamos Willow Creek há algum tempo. Pareceu-nos que essa igreja não poupa despesas em sua missão de atrair as massas. Depois de passar por cisnes deslizando sobre um lago cristalino, vê-se o que poderia ser confundido com a sede de uma corporação ou um shopping center de alto padrão. Ao lado do templo existe uma grande livraria e uma enorme área de alimentação completa, que oferece cinco cardápios diferentes. Uma tela panorâmica permite aos que não conseguiram lugar no santuário ou que estão na praça de alimentação assistirem aos cultos. O templo é espaçoso e moderno, equipado com três grandes telões e os mais modernos sistemas de som e iluminação para a apresentação de peças de teatro e musicais.
Sem dúvida, Willow Creek é imponente, mas não é a única megaigreja que tem como alvo alcançar os perdidos através dos mais variados métodos. Megaigrejas através dos EUA adicionam salas de boliche, quadras de basquete, salões de ginástica e sauna, espaços para guardar equipamentos, auditórios para concertos e produções teatrais, franquias do McDonalds, tudo para o progresso do Evangelho. Pelo menos é o que dizem. Ainda que algumas igrejas estejam lotadas, sua freqüência não é o único elemento que avaliamos ao analisar essa última moda de "fazer igreja".
O alvo declarado dessas igrejas é alcançar os perdidos, o que é bíblico e digno de louvor. Mas o mesmo não pode ser dito quanto aos métodosusados para alcançar esse alvo. Vamos começar pelo marketing como uma tática para alcançar os perdidos. Fundamentalmente, marketing traça o perfil dos consumidores, descobre suas necessidades e projeta o produto (ou imagem a ser vendida) de tal forma que venha ao encontro dos desejos do consumidor. O resultado esperado é que o consumidor compre o produto. George Barna, a quem a revista Christianity Today (Cristianismo Hoje) chama de "o guru do crescimento da igreja", diz que tais métodos são essenciais para a igreja de nossa sociedade consumista. Líderes evangélicos do movimento de crescimento da igreja reforçam a idéia de que o método de marketing pode ser aplicado – e eles o têm aplicado – sem comprometer o Evangelho. Será?
Em primeiro lugar o Evangelho, e mais significativamente a pessoa de Jesus Cristo, não cabem em nenhuma estratégia de mercado. Não são produtos a serem vendidos. Não podem ser modificados ou adaptados para satisfazer as necessidades de nossa sociedade consumista. Qualquer tentativa nessa direção compromete de algum modo a verdade sobre quem é Cristo e do que Ele fez por nós. Por exemplo, se os perdidos são considerados consumidores, e um mandamento básico de marketing diz que o freguês sempre tem razão, então qualquer coisa que ofenda os perdidos deve ser deixada de lado, modificada ou apresentada como sem importância. A Escritura nos diz claramente que a mensagem da cruz é"loucura para os que se perdem" e que Cristo é uma "pedra de tropeço e rocha de ofensa" (1 Co 1.18 e 1 Pe 2.8).
Algumas igrejas voltadas ao consumidor procuram evitar esse aspecto negativo do Evangelho de Cristo enfatizando os benefícios temporais de ser cristão e colocando a pessoa do consumidor como seu principal ponto de interesse. Mesmo que essa abordagem apele para a nossa geração acostumada à gratificação imediata, ela não é o Evangelho verdadeiro nem o alvo de vida do crente em Cristo.
Em segundo lugar, se você quiser atrair os perdidos oferecendo o que possa interessá-los, na maior parte do tempo estará apelando para seu lado carnal. Querendo ou não, esse parece ser o modus operandi dessas igrejas. Elas copiam o que é popular em nossa cultura – músicas das paradas de sucesso, produções teatrais, apresentações estimulantes de multimídia e mensagens positivas que não ultrapassam os trinta minutos. Essas mensagens freqüentemente são tópicas, terapêuticas, com ênfase na realização pessoal, salientando o que o Senhor pode oferecer, o que a pessoa necessita – e ajudando-a na solução de seus problemas.
Essas questões podem não importar a um número cada vez maior de pastores evangélicos, mas, ironicamente, estão se tornando evidentes para alguns observadores seculares. Em seu livroThe Little Church Went to Market (A Igrejinha foi ao Mercado), o pastor Gary Gilley observa que o periódico de marketing American Demographicsreconhece que as pessoas estão:
...procurando espiritualidade, não a religião. Por trás dessa mudança está a procura por uma fé experimental, uma religião do coração, não da cabeça. É uma expressão de religiosidade que não dá valor à doutrina, ao dogma, e faz experiências diretamente com a divindade, seja esta chamada "Espírito Santo" ou "Consciência Cósmica" ou o "Verdadeiro Eu". É pragmática e individual, mais centrada em redução de stress do que em salvação, mais terapêutica do que teológica. Fala sobre sentir-se bem, não sobre ser bom. É centrada no corpo e na alma e não no espírito. Alguns gurus do marketing começaram a chamar esse movimento de "indústria da experiência" (pp. 20-21).
Existe outro item que muitos pastores parecem estar deixando de considerar em seu entusiasmo de promover o crescimento da igreja atraindo os não-salvos. Mesmo que os números pareçam falar mais alto nessas "igrejas ao gosto do freguês" (um número surpreendente de igrejas nos EUA (841) alcançaram a categoria de megaigreja, com 2.000 a 25.000 pessoas presentes nos finais de semana), poucos perceberam que o aumento no número de membros não se deve a um grande número de "desigrejados" juntando-se à igreja.
Durante os últimos 70 anos, a percentagem da população dos EUA que vai à igreja tem sido relativamente constante (mais ou menos 43%). Houve um crescimento, chegando a 49% em 1991 (no tempo do surgimento dessa nova modalidade de igreja), mas tal crescimento diminuiu gradualmente, retornando a 42% em 2002 (www.barna.org). De onde, então, essas megaigrejas, que têm se esforçado para acomodar pessoas que nunca se interessaram pelo Evangelho, conseguem seus membros? Na maior parte, de igrejas menores que não estão interessadas ou não têm condições financeiras de propiciar tais atrações mundanas. O que dizer das multidões de "desigrejados" que supostamente se chegaram a essas igrejas? Essas pessoas constituem uma parcela muito pequena das congregações. G.A. Pritchard estudou Willow Creek por um ano e escreveu um livro intituladoWillow Creek Seeker Services (Baker Book House, 1996). Nesse livro ele estima que os "desigrejados", que seriam o público-alvo, constituem somente 10 ou 15% dos 16.000 membros que freqüentam os cultos de Willow Creek.
Se essa percentagem é típica entre igrejas "ao gosto do freguês", o que provavelmente é o caso, então a situação é bastante perturbadora. Milhares de igrejas nos EUA e em outros países se reestruturaram completamente, transformando-se em centros de atração para "desigrejados". Isso, aliás, não é bíblico. A igreja é para a maturidade e crescimento dos santos, que saem pelo mundo para alcançar os perdidos. Contudo, essas igrejas voltaram-se para o entretenimento e a conveniência na tentativa de atrair "João e Maria", fazendo-os sentirem-se confortáveis no ambiente da igreja. Para que eles continuem freqüentando a "igreja ao gosto do freguês", evita-se o ensino profundo das Escrituras em favor de mensagens positivas, destinadas a fazer as pessoas sentirem-se bem consigo mesmas. À medida que "João e Maria" continuarem freqüentando a igreja, irão assimilar apenas uma vaga alusão ao ensino bíblico que poderá trazer convicção de pecado e verdadeiro arrependimento. O que é ainda pior, os novos membros recebem uma visão psicologizada de si mesmos que deprecia essas verdades. Contudo, por pior que seja a situação, o problema não termina por aí.
A maior parte dos que freqüentam as "igrejas ao gosto do freguês" professam ser cristãos. No entanto, eles foram atraídos a essas igrejas pelas mesmas coisas que atraíram os não-crentes, e continuam sendo alimentados pela mesma dieta biblicamente anêmica, inicialmente elaborada para não-cristãos. Na melhor das hipóteses, eles recebem leite aguado; na pior das hipóteses, "alimento" contaminado com "falatórios inúteis e profanos e as contradições do saber, como falsamente lhe chamam" (2 Tm 6.20). Certamente uma igreja pode crescer numericamente seguindo esses moldes, mas não espiritualmente.
Além do mais, não há oportunidades para os crentes crescerem na fé e tornarem-se maduros em tal ambiente. Tentando defender a "igreja ao gosto do freguês", alguns têm argumentado que os cultos durante a semana são separados para discipulado e para o estudo profundo das Escrituras. Se esse é o caso, trata-se de uma rara exceção e não da regra!
Como já notamos, a maioria dessas igrejas, no uso do seu tempo, energia e finanças tem como alvo acomodar os "desigrejados". Conseqüentemente, semana após semana, o total da congregação recebe uma mensagem diluída e requentada. Então, na quarta-feira, quando a congregação usualmente se reduz a um quarto ou a um terço do tamanho normal, será que esse pequeno grupo recebe alimentação sólida da Palavra de Deus, ensino expositivo e uma ênfase na sã doutrina? Dificilmente. Nunca encontramos uma "igreja ao gosto do freguês" onde isso acontecesse. As "refeições espirituais" oferecidas nos cultos durante a semana geralmente são reuniões de grupos e aulas visando o discernimento dos dons espirituais, ou o estudo de um "best-seller" psico-cristão, ao invés do estudo da Bíblia.
Talvez o aspecto mais negativo dessas igrejas seja sua tentativa de impressionar os "desigrejados" ao mencionar especialistas considerados autoridades em resolver todos os problemas mentais, emocionais e comportamentais das pessoas: psicólogos e psicanalistas. Nada na história da Igreja tem diminuído tanto a verdade da suficiência da Palavra de Deus no tocante a "todas as coisas que conduzem à vida e à piedade" (2 Pe 1.3) como a introdução da pseudociência da psicoterapia no meio cristão. Seus milhares de conceitos e centenas de metodologias não-comprovados são contraditórios e não científicos, totalmente não-bíblicos, como já documentamos em nossos livros e artigos anteriores. Pritchard observa:...em Willow Creek, Hybels não somente ensina princípios psicológicos, mas freqüentemente usa esses mesmos princípios como guias interpretativos para sua exegese das Escrituras – o rei Davi teve uma crise de identidade, o apóstolo Paulo encorajou Timóteo a fazer análise e Pedro teve problemas em estabelecer seus limites. O ponto crítico é que princípios psicológicos são constantemente adicionados ao ensino de Hybels" (p. 156).
Durante minha visita a Willow Creek, o pastor Hybels trouxe uma mensagem que começou com as Escrituras e se referia aos problemas que surgem quando as pessoas mentem. Contudo, ele se apoiou no psiquiatra M. Scott Peck, o autor de The Road Less Travelled (Simon & Schuster, 1978) quanto às conseqüências desastrosas da mentira. Nesse livro, M. Scott Peck declara (pp. 269-70): "Deus quer que nos tornemos como Ele mesmo (ou Ela mesma)"!
A Saddleback Community Church está igualmente envolvida com a psicoterapia. Apesar de se dizer cristocêntrica e não centrada na psicologia, essa igreja tem um dos maiores números de centros dos Alcoólicos Anônimos e patrocina mais de uma dúzia de grupos de ajuda como "Filhos Adultos Co-Dependentes de Viciados em Drogas", "Mulheres Co-Viciadas Casadas com Homens Compulsivos Sexuais ou com Desordens de Alimentação" e daí por diante. Cada grupo é normalmente liderado por alguém "em recuperação" e os autores dos livros usados incluem psicólogos e psiquiatras (www.celebraterecovery.com). Apesar de negar o uso de psicologia popular, muito dela permeia o trabalho de Rick Warren, incluindo seu best-seller The Purpose Driven Life (A Vida Com Propósito), que já rendeu sete milhões de dólares. Em sua maior parte, o livro fala de satisfação pessoal, promove a celebração da recuperação e está cheio de psicoreferências tais como "Sansão era dependente".
A mensagem principal vinda das igrejas psicologicamente motivadas de Willow Creek e Saddleback é a de que a Palavra de Deus e o poder do Espírito Santo são insuficientes para livrar uma pessoa de um pecado habitual e para transformá-la em alguém cuja vida seja cheia de fruto e agradável a Deus. Entretanto, o que essas igrejas dizem e fazem tem sido exportado para centenas de milhares de igrejas ao redor do mundo.
Grande parte da igreja evangélica desenvolveu uma mentalidade de viagem de recreio em um cruzeiro cheio de atrações, mas isso vai resultar num "Titanic espiritual". Os pastores de "igrejas ao gosto do freguês" (e aqueles que estão desejando viajar ao lado deles) precisam cair de joelhos e ler as palavras de Jesus aos membros da igreja de Laodicéia (Ap 3.14-21). Eles eram "ricos e abastados" e, no entanto, deixaram de reconhecer que aos olhos de Deus eram "infelizes, miseráveis, pobres, cegos e nus". Jesus, fora da porta dessas igrejas, onde O colocaram desapercebidamente, oferece Seu conselho, a verdade da Sua Palavra, o único meio que pode fazer com que suas vidas sejam vividas conforme Sua vontade. Não pode existir nada melhor aqui na terra e na Eternidade! (TBC -http://www.chamada.com.br)
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, março de 2005
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